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ESPORTE PARÁ

As feras do atletismo já desembarcaram em Belém

O ano de 2002 deu início a uma era no esporte paraense. Com a reinauguração do Mangueirão, o estádio passou a ser palco não só dos grandes confrontos do nosso futebol, como também recebeu as feras do atletismo mundial. Era o Grande Prêmio Brasil de Atleti

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O ano de 2002 deu início a uma era no esporte paraense. Com a reinauguração do Mangueirão, o estádio passou a ser palco não só dos grandes confrontos do nosso futebol, como também recebeu as feras do atletismo mundial. Era o Grande Prêmio Brasil de Atletismo, que evidenciava a capital paraense nacional e internacionalmente, assim como dava a alguns atletas do Pará o reconhecimento que os colocava em destaque e lhes dava oportunidade de participarem de outras competições importantes.

Em média, participaram anualmente do GP de 150 a 180 atletas e dirigentes de diversos países, muitos entre os 50 primeiros colocados do ranking mundial. A última vez que o evento foi realizado na capital paraense foi em 2013. Para a vice-presidente da Federação Paraense de Atletismo, Sandra Malcher, o Grand Prix ia além das linhas de competições. “O GP fazia com que os atletas sonhassem com possibilidades de alcançarem seus objetivos e despertava nas crianças e jovens o interesse pelo atletismo, além da oportunidade de assistir provas que normalmente eram vistas apenas pela televisão: salto com vara, triplo, lançamento do martelo...”, ressalta.

Em 2004, no auge das competições, foi o ano em que houve o recorde de público, com mais de 40 mil pessoas no Mangueirão, que viram o campeão mundial indoor Dominic Demerit (Bahamas) ganhar os 200m com 20.45, na terceira edição do GP. Essa época também é lembrada pelo maior número de atletas nas competições.

“Como a competição requer que os atletas estejam ranqueados internacionalmente, era difícil ao atleta paraense ter essa oportunidade. As exceções eram as provas acima de 800 metros, onde havia a possibilidade de incluir um atleta. Nas provas de velocidade, era difícil, pois havia brasileiros melhores ranqueados”, explica Sandra.

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(Kezia Carvalho/Diário do Pará)

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