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ESPORTE PARÁ

Belém que acolhe os atletas de outras terras

Uns nasceram aqui, outros escolheram Belém para morar e construir sua família. E paixão dos belenenses é dividia entre Remo, Paysandu e Tuna. O zagueiro Raul Michel, hoje morando em Portugal, é um dos jovens apaixonado por Belém. Ele nasceu na capital pa

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Uns nasceram aqui, outros escolheram Belém para morar e construir sua família. E paixão dos belenenses é dividia entre Remo, Paysandu e Tuna.

O zagueiro Raul Michel, hoje morando em Portugal, é um dos jovens apaixonado por Belém. Ele nasceu na capital paraense, morou um tempo no interior do Estado, mas construiu na dupla Re-Pa seus primeiros passos no futebol.

(Foto; Mário Quadros)

O jogador foi criados na base remista, mas foi com o Papão que conseguiu ser campeão paraense em 2013.

“Eu nasci em Belém, mas fui morar para o interior quando pequeno com a minha avó; depois de grandinho, porém ainda criança, voltei para a capital. Só tenho coisas boas para falar de Belém, que povo receptivo, acolhedor e animado. Fora a desde a culinária que é maravilhosa, ainda tem o Círio, que me enche de orgulho pela festa linda que é. Defino a minha cidade como o melhor lugar do mundo”, disse o zagueiro.

Diferente de Raul, o meia Rogerinho escolheu viver em Belém. Natural de Paragominas, o jogador veio para Belém com pouco menos de um ano com sua família. Hoje, mesmo jogando em São Paulo, Rogerinho, que já atuou também em Remo e Paysandu, construiu sua família e suas raízes na capital do Pará.

“Belém foi onde eu cresci e tenho a honra de dizer que é o local que quero ficar até o fim, construí minha carreira e minha família ai e hoje tenho a alegria de dizer que meu filho vai crescer nessa cidade que me acolheu também. Para Belém só desejo o melhor: que ela retribua o que seus filhos lhe dão”, desejou o meia.

(Foto; Mário Quadros)

Outro que é cheio de histórias para contar de Belém é o ex-jogador Vandick Lima. O Campeão do Campeões é baiano, mas reside em Belém com toda a sua família. Ligado ao Paysandu ainda, Vandick escolheu uma nova carreira e hoje é praticamente um belenense, afinal, amor não falta pela cidade.

“Joguei entre 2001 e 2003 no Paysandu e tive a sorte de participar de um dos grandes momentos da história do clube. Depois de um momento difícil, dei a volta por cima e encerrei minha carreira como ídolo bicolor. A maneira como sempre fui tratado, o carinho e respeito da torcida bicolor e do paraense em geral fizeram eu me apaixonar por Belém Onde ando recebo um carinho especial, e por todos esses motivos escolhi morar aqui. Só tenho a agradecer a essa cidade e seu povo”, disse Vandick.

Cacaio também chegou em Belém para jogador no Paysandu em 1991 e construiu uma boa parte da sua história aqui. O carioca foi artilheiro e campeão Brasileiro da Série B. Em 1993 foi campeão paraense com a camisa do Remo. Mas seu último feito ocorreu este ano, como treinador. Após 7 anos, levou o Leão ao acesso a Série C do Brasileirão.

Ouça o Cacaio:

De Mogi das Cruzes, Lecheva chegou na capital paraense para vestir a camisa da Tuna, conheceu a cidade e depois voltou para se tornar Campeão dos Campeões com o Paysandu.

"Bom confesso que quando vim para Belém a primeira vez conhecia muito pouco de Belém e do Pará. No início até estranhei um pouco os costumes, mas como o futebol e o esporte de forma geral é o maior meio de inclusão de um cidadão na sociedade. Logo eu me adaptei e comecei a me apaixonar não só pela cidade, mas principalmente pelo povo, a forma carinhosa e receptiva que sempre me trataram foram fundamental pra isso. Quando percebi não conseguia mais ficar longe daqui, até nas férias de fim de ano que passo em São Paulo minha terra natal já ficava ansioso em retornar a Belém. Vi muita coisa mudar em Belém nesses 16 anos e espero que continue a crescer e mudar para melhor", falou Lecheva.

Hoje Lecheva é treinador e tem passagens comandando Tuna e Paysandu também.

(Foto: Cezar Magalhães)

NOVAS HISTÓRIAS

Entre tantas idas e vindas do meio esportivo, e o início de uma nova temporada para o futebol, muitos atletas estão chegando em Belém. Muitos pela primeira vez e outros já somam algumas temporadas na capital, como é o caso do zagueiro Lombardi.

O curitibano em 2016 soma a sua terceira temporada com o time bicolor. Mesmo com dificuldades de adaptação, Lombardi trabalhou e, em 2014, conquistou o acesso com o Papão à Série B.

(Foto; Divulgação/Paysandu)

“Belém é uma cidade muito boa para se viver, desde a minha primeira passagem por aqui no acesso, fui muito bem recebido. Demorei um pouco para me adaptar junto com minha família, principalmente pelo calor, mas hoje posso dizer que gostamos muito de viver aqui, nossa adaptação é completa! Belém tem suas dificuldades e seus problemas, como qualquer outra grande cidade, porém o que mais me deixa feliz é a maneira acolhedora e simples que o povo recebe as pessoas de fora, ponto fundamental para esta adaptação. Sou de Curitiba e brinco com os outros dizendo que sou Paraense também (risos)”, contou o zagueiro, que aproveitou para dar seus bons votos à cidade, “Parabéns Belém pelo seus 400 anos! Que Deus abençoe seu povo”, finalizou.

O atacante Ciro desembarcou em Belém a menos de uma semana, mas engana-se quem pensa que ele ainda não se sentiu acolhido. Na sua apresentação no Clube do Remo, Ciro foi tietado e sentiu a confiança dos remistas.

(Foto; Marcos Santos)

Ciro chega para ser a grande aposta do time para a temporada 2016. “Fui muito bem recebido aqui, não esperar uma recepção bem carinhosa como foi a minha chegada. Belém é uma cidade que tenho certeza que vou gostar muito”, explicou o atacante.

“2016 vai ser um ano especial pra mim, primeiramente pelo nascimento da minha filha, e o projeto do clube que se encaixa com o meu. Então estou bem otimista para que as coisas deem certo esse ano”, concluiu Ciro.

(Bruna Dias/DOL)

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