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ESPORTE PARÁ

Papão apresentou Belém para a América do Sul

Detentor das grandes conquistas do futebol na Amazônia, o Paysandu Sport Club conseguiu o lugar de destaque no cenário nacional e até internacional. A conquista da Copa dos Campeões em 2002 colocou o clube de suíço no maior torneio de clubes da América La

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Detentor das grandes conquistas do futebol na Amazônia, o Paysandu Sport Club conseguiu o lugar de destaque no cenário nacional e até internacional. A conquista da Copa dos Campeões em 2002 colocou o clube de suíço no maior torneio de clubes da América Latina, a Taça Libertadores da América e destacou a capital paraense no mapa do futebol sulamericano.

O então novato “Papão da Curuzu” caiu no grupo 2 com Cerro Porteño-PAR, Universidad Católica-CHI e Sporting Cristal-PER, clubes de tradição no torneio. Além de um time com destaques locais como Wélber, Sandro Goiano, Jóbson, Lecheva e jogadores de fora como Robgol e Iarley foram destaque no torneio, além da torcida bicolor que lotava o estádio Mangueirão.

Nas oitavas de final, o Papão teria nada mais nada menos que o Boca Juniors-ARG, segundo maior detentor de títulos da Libertadores com seis taças. Na ida, o Papão venceu por 1 a 0, na sua partida mais memorável da história e superando a pressão dos argentinos e com nove atletas em campo.

Na volta, o dia 15 de maio de 2003 o Mangueirão ficou pequeno. Nem mesmo a greve dos rodoviários que atingia Belém foi capaz de segurar a Fiel que mostrou a sua força para todo o continente sulamericano.

“Foi uma experiência única defender o nosso estado em uma competição internacional. Foi mostrar nossa cidade para o mundo e isso foi maravilhoso”, diz o ex-atacante Zé Augusto.

Mesmo com a derrota por 4 a 2 e a eliminação para o time argentino que acabaria campeão do torneio, a torcida bicolor reconheceu e aplaudiu o time ao fim do jogo.

Para Zé Augusto, um gol em especial não sai da memória. “Foi um gol que fiz no RE-PA onde fiz o gol da vitória e imitei o repórter Paulo Caxiado, que disse que o terçado não estava amolado. Na hora que fiz o gol só lembrei disso”, relembra o jogador.

RELEMBRE O GOL DE ZÉ AUGUSTO EM CIMA DO RIVAL

(Diego Beckman/DOL)

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