O amistoso que o Clube do Remo pretendia fazer no próximo domingo (24), contra o Brasília-DF, campeão da Copa Verde 2014, foi definitivamente descartado. Segundo o diretor Dirson Medeiros, o Mangueirão, “que era a maior preocupação” da direção azulina, até foi liberado, embora o gramado esteja com algumas partes recém-plantadas. O cancelamento, de acordo com o dirigente, foi provocado pelas obras do BRT na avenida Augusto Montenegro, que atrapalhariam o acesso do público ao estádio.
“Infelizmente fomos informados pelo nosso presidente (Manoel Ribeiro) que a Polícia Militar vetou a partida por causa das obras do BRT”, contou. “A gente já havia até fechado com o Brasília-DF, que viria com passagens doadas por um empresário amigo nosso. Seria o adversário que o treinador (Leston Júnior) queria, um time forte, antes de nossa estreia. O Mangueirão foi liberado, o que a gente achava mais difícil por causa do gramado, mas fomos surpreendidos com o veto da PM, que alegou que o entulho do BRT poderia causar problemas. Ficamos triste, pois era o amistoso que o treinador queria”, lamentou Dirson.
O diretor se mostrou preocupado com relação à partida de estreia do Leão no Parazão, prevista para o dia 31, contra o Águia de Marabá, no Mangueirão. “Marcaram uma reunião para sexta-feira (antevéspera da estreia azulina) com o presidente Manoel Ribeiro. Nós já estamos até preocupados com o jogo do dia 31. Esperamos que até lá a situação esteja resolvida”, comentou.
Apesar do cancelamento do confronto com o time candango, o Leão não ficará de patas cruzadas. Nesta quarta-feira, às 15h30, os remistas recebem a seleção de Ananindeua, no Baenão, que foi liberado para receber apenas dois mil torcedores. Os ingressos, que vão custar dois quilos de alimento não perecível, estarão disponíveis ao público a partir das 14 horas do dia da disputa.
LATERAL DIREITO
O Remo vai iniciar mesmo oficialmente a temporada 2016 com apenas um lateral-direito de ofício: Levy, que terá como substituto, quando não puder atuar, os volantes Allisson e Arthur, atletas que já atuaram por outras equipes na posição.
A comissão de futebol do Leão chegou a cogitar a contratação do baiano Railan, que teria sido oferecido ao clube pelo Bahia-BA, onde o atleta começou a carreira nas divisões de base. O defensor, conforme informou o diretor Dirson Medeiros, seria emprestado sem nenhum ônus para os azulinos.
No entanto, o grupo de investidores, que detém os direitos econômicos do jogador, resolveu levá-lo para o Figueirense-SC sob a alegação de que o clube catarinense, que disputa a elite do Brasileiro, oferece maior visibilidade no mercado.
Com Railan descartado, o Leão não pretende contratar outro lateral-direito. “Vamos manter esse planejamento de utilizar os volantes Allisson ou Arthur, caso o Levy não possa atuar. São dois jogadores que mesmo não sendo especialistas da posição sabem fazer a lateral-direita”, explicou Dirson Medeiros, que segue em contato com os três últimos atletas pretendidos pelo clube: um zagueiro, um lateral-esquerdo e um atacante.
O problema é a falta de dinheiro nos cofres do Leão para que as contratações sejam sacramentadas. Os dirigentes não dizem, mas segundo informações de bastidores, a direção de futebol prefere dar prioridade ao pagamento das pendências que ficaram do ano passado.
Com isso, o clube espera evitar algum tipo de descontentamento dentro do elenco. A dívida com alguns dos atletas remanescentes de 2015, entre eles Eduardo Ramos, e Levy, chegaria a cerca de R$ 400 mil. (N.L.)
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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