Num pleito com duração de nove horas, os sócios do Remo - remidos e proprietários, em dia com suas mensalidades - decidem neste sábado (23), no ginásio Serra Freire, quem comandará o clube nos próximos dez meses, num mandato “tampão”, em função da renúncia do ex-presidente Pedro Minowa, no ano passado. A eleição, cujo término está marcado para às 17h, deve contar com a participação de cerca de dois mil associados. Os postulantes ao cargo são Antônio Miléo Júnior, Alcebíades Maroja, André Cavalcante, candidato da situação, e Zeca Pirão, que tenta reassumir a cadeira da presidência.
Será a segunda eleição direta da história do clube, que até 2012, escolhida seu presidente por intermédio de um grupo de privilegiados - conselheiros, beneméritos e grandes beneméritos -, que formam o Conselho Deliberativo (Condel), da agremiação. O candidato eleito, de acordo com o presidente da Assembleia Geral, Robério D’Oliveira, será empossado no cargo imediatamente, assumindo o posto do presidente interino Manoel Ribeiro, que vem acumulando a presidência do Codir (Conselho Diretor) e do Condel.
O pleito tem como inovação o uso de urnas eletrônicas, cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PA). De acordo com a Comissão Eleitoral, um total de 10.071 associados encontra-se em condições de eleger o futuro presidente. Mas, historicamente, a maioria deles não costuma participar do grande momento democrático da agremiação. O que chama a atenção é o grande número de sócios-proprietários inadimplentes. Dos onze mil registrados, apenas 800 estão com suas mensalidades em dia.
Algumas providências foram tomadas pela comissão eleitoral a fim de que o pleito transcorra dentro da maior normalidade possível. Uma dessas medidas é a proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas em toda a sede social remista. Como o fornecimento de energia no ginásio está cortado, será utilizado um gerador, como ocorreu recentemente em um jogo do Campeonato Paraense de Basquetebol.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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