O mais velho atleta do elenco e uma grande incógnita por conta do longo tempo afastado dos gramados. O meia Vélber carregava muitos predicados duvidosos nas suas costas antes da reestreia pelo Paysandu, no amistoso contra o Castanhal, no último domingo. Mas, com poucos segundos em campo, o atleta começou a arrancar novamente sorrisos da torcida. Passes preciosos, tabelas, dribles e disposição para partir pro ataque. Ao final do jogo, nenhum jogador foi tão assediado e procurado para fotos. Vélber pode não ser o mesmo jogador que encantou o Brasil em 2002 e 2003, mas ainda é um ídolo.
“Muito bom esse reencontro com a torcida. Espero que a cada dia que passe eu possa colaborar mais e dar alegrias como sempre dei”, comentou o Risadinha após a partida. Realizando um trabalho específico de recuperação física, Vélber já perdeu ao todo mais de 12 quilos desde o seu anúncio pelo clube e se diz ansioso pela próxima exibição. “Eu queria muito jogar. Se fosse um minuto, se fossem os 90. Estava muito ansioso por isso e não queria mais sair. Se me pedirem pra jogar os 90 minutos podem ter certeza que eu vou dar o meu melhor em campo e correr como nunca”, disse o meia.
Sobre a atuação, o meia acredita que o rendimento do time não foi tão ruim quanto o resultado dá a entender, e que a perna pesada, por conta do trabalho intenso na véspera, acabou influenciando em campo. Ele afirma que na estreia o time deve melhorar.
Apesar do contrato, a princípio, ter duração de apenas quatro meses, Vélber afirma que gostaria de ajudar o clube a ser campeão e brigar pelo acesso à Série A. “Vocês podem ter certeza que a gente vai honrar a cada dia mais e mais essa camisa do Paysandu. Se não fossem Deus e a torcida, eu não teria chegado onde cheguei. Hoje eu nem sei o que seria se não fosse o carinho deles”, agradece o atleta. (T.A)
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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