O Paysandu resolveu se arriscar em 2016, ao lançar sua própria marca de material esportivo no mercado. A iniciativa promete aumentar significativamente a arrecadação com venda de camisas oficiais, segmento em que o clube é um dos líderes no país, com uma média de mais de 40 mil modelos vendidos por ano. Como qualquer ação pioneira, o torcedor bicolor ficou cheio de dúvidas e curioso para conhecer o novo fardamento oficial, que será apresentado hoje, em evento na casa de shows Villa Aurora, a partir das 20h. Se em 2015 a festa teve como madrinha a atriz Viviane Araújo, este ano as Panicats Arícia Silva e Mari Gonzalez vão subir ao palco, juntamente com a bateria da escola de samba Rancho Não Posso Me Amofiná.
A iniciativa pioneira de lançar marca própria no mesmo momento que o Santos-SP se arrisca nesse modelo de negócios garantiu ao clube espaço no noticiário esportivo de veículos nacionais e até mesmo em publicações de negócios nos últimos meses.
Se lá fora o lançamento gerava expectativa, em Belém não era diferente. O novo diretor de marketing do clube, Renato Costa, conta que a pré-venda de camisas representou um grande retorno financeiro ao clube. “Mês de janeiro é um período de pré-temporada, onde o clube investe e não tem retorno ainda com jogos. Com as vendas do pacote de lançamento, teremos uma arrecadação que deve completar todos os gastos desse início do ano e entrar no Parazão lucrando desde o primeiro jogo”, destacou o dirigente.
No Instagram, as musas falaram de suas partipações no evento:
PRODUTO INOVADOR
Nenhum traço, desenho ou conceito foi divulgado para ajudar o torcedor bicolor a imaginar como será o novo uniforme do clube. Com tantas mudanças e projetos ousados já vestidos nos últimos anos, é possível imaginar todo tipo de camisa. Mas as pistas apontadas no próprio convite oficial da festa levam a imaginar com que pode se parecer esse novo uniforme.
Chama a atenção a divulgação que o uniforme constará de dois tons diferentes de azul – o royal (mais escuro) e o celeste (mais claro). Justamente os dois tons de azul mais utilizados pelo clube nos últimos anos.
Outro ponto é a qualidade do novo uniforme prometida pela diretoria. A descrição, no entanto, dá a entender que se trata de uma camisa com tecidos tecnológicos. Os dois tecidos, o dry tech (parte frontal) e o mesh light (costas), sugerem uma composição mista de tecidos de poliamida e poliéster.
Nas redes sociais, o clube já utiliza o seu novo escudo, aprovado na última reunião do Condel. A bandeira do Pará e o troféu da Copa dos Campeões saíram da logo para dar lugar a duas estrelas prateadas (representando os títulos da Série B) e uma dourada (representando a Copa dos Campeões) – numa. A opção por um modelo mais enxuto e compreensível de identidade visual leva a crer que os novos produtos do clube, pelo menos os primeiros, também primem pela leveza e simplicidade.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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