Passado o lançamento da marca Lobo e colhidos os êxitos da venda das novas camisas, o Paysandu começa a coordenar seus próximos passos. Se, em menos de 20 dias de vendas, o valor arrecadado já superou o recebido pelas vendas da última temporada, as projeções para o restante do ano são bem mais ousadas: que as ações de marketing do clube banquem, sozinhas, 80% de todos os gastos do clube. Essa foi a meta que Renato Costa, novo diretor de marketing bicolor, estabeleceu quando assumiu seu posto, em dezembro do ano passado.
“A frente do marketing do Paysandu eu fiz um projeto de que, até o final de 2016, 80% das despesas do clube sejam bancadas pelo marketing bicolor - ou de marca própria, ou de sócio-torcedor ou de qualquer interação do torcedor com o clube, e que além de bancar toda folha também assuma outras demandas do clube, porque ele hoje é um clube estruturado”, explica Renato. Para o novo diretor, apesar das críticas constantes de que o clube demorou a iniciar a exploração do seu potencial de marketing, a escolha de procurar, primeiro, se estruturar, foi correta.
“O clube hoje é um clube-empresa, tem todas as suas certidões negativas. Precisamos aparatar essa rede de suporte para reverter em qualidade em campo. Esse recurso que entrar vai ser investido para a contratação de melhores atletas, melhores comissões técnicas, equipamento. Se vamos disputar competições de ponta, com adversários com maior investimento, não podemos deixar de investir também”, define o dirigente.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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