Antes da sua estreia no Parazão 2016, o Independente era avaliado pela crônica, e mesmo parte dos treinadores e dirigentes, como o mais forte candidato do interior a brigar pelo título. Apesar da derrota em casa, essa perspectiva não foi descartada.
Se estivesse o goleiro Emerson em noite menos inspirada, o time de Tucuruí poderia ter saído com vitória por mais de um gol na primeira etapa, e todo andamento da partida poderia ter sido diferente.
Para quem acompanha a carreira de técnico de Lecheva, é possível observar algumas semelhanças na forma de jogar do Independente com o time do Paysandu que ele levou ao título estadual em 2013 – equipe com três atacantes, um deles compondo como quarto homem de meio também, dois laterais apoiadores e muita movimentação.
O treinador conseguiu recuperar o futebol de Clébson Monga, dispensado do Águia de Marabá durante a Série C sem marcar gols em 2015, e que foi um dos destaques do ataque do Galo Elétrico pela
presença de área.
No duelo particular com o Paysandu, o Independente pode dizer que perdeu o jogo “que poderia perder”. Tanto na Copa do Brasil quanto em futuros encontros pelo Parazão (nas semifinais ou finais), serão disputadas como jogos eliminatórios e sem oportunidade de recuperação. O time da capital levou a melhor na primeira batalha, mas essa guerra promete vários confrontos
parelhos.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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