Quando jogou no ‘caldeirão’ da Curuzu, o time se mostrou imbatível, marcando sete gols na soma dos jogos contra Paragominas e Tapajós e sofrendo apenas um. Atuando pela semifinal (e caso avance, na final também) no Mangueirão, a torcida se pergunta se muda alguma coisa para o time do Paysandu a troca de estádio.
O comentário geral no grupo de jogadores é que existem algumas diferenças. O capitão Augusto Recife é o mais incisivo ao definir o Colosso do Benguí como “campo neutro”. “O Mangueirão é um campo neutro. Apesar de nós jogadores do ano passado conhecermos o campo, alguns que chegaram esse ano ainda não jogaram, só treinaram lá. Acho que está mais favorável para o Águia, que já jogou enquanto nós só treinamos, porque treinar é uma coisa e jogar é outra”, analisou o jogador.
Recife pontua entre as diferenças de atuar no Mangueirão o clima e o gramado. “O gramado do Mangueirão é muito mais pesado e maior do que o da Curuzu. E quando está calor é muito mais abafado porque não circula muito vento”, completou.
Apesar dos pontos negativos, o volante de 32 anos está otimista para o confronto. Ele acredita que as diferenças são apenas detalhes e que não devem inviabilizar outra boa exibição bicolor. “Como eu falei, a gente tem que estar preparado para tudo. Se quisermos ser campeões, temos que estar preparados para passar por cima dessas dificuldades. Estamos preparados para esse confronto. Tenho certeza que o torcedor vai sair muito feliz do estádio ao final porque vai ser uma grande partida”, ressaltou o capitão da equipe bicolor, que defende a camisa do Papão desde 2014 e tem contrato até o fim desta temporada com o clube.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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