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ESPORTE PARÁ

A prioridade para final é a infraestrutura

Apreocupação com o entorno do Estádio Mangueirão, que vai receber o clássico entre Remo e Paysandu, no próximo domingo, dia 6, pela final do primeiro turno do Campeonato Paraense de Futebol, tomou conta do noticiário esportivo local. Ontem, vários órgãos

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Apreocupação com o entorno do Estádio Mangueirão, que vai receber o clássico entre Remo e Paysandu, no próximo domingo, dia 6, pela final do primeiro turno do Campeonato Paraense de Futebol, tomou conta do noticiário esportivo local. Ontem, vários órgãos esportivos e de segurança se reuniram para realizar uma vistoria nas obras ao redor do estádio para definir as medidas que serão tomadas para que a partida possa transcorrer na mais perfeita ordem.

Uma comissão formada por representantes da Federação Paraense de Futebol (FPF), órgãos de segurança pública, da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) e de Remo e Paysandu, esteve presente para avaliar a situação. De acordo com o Comandante de Policiamento Especializado da Polícia Militar, Coronel Arthur Morais, a vistoria se fez necessária para que as autoridades competentes vejam de que forma o torcedor pode apreciar o clássico sem maiores transtornos. “A construção do BRT dificulta a entrada e saída do Mangueirão e isso prejudica o ir e vir do torcedor. O estádio está sem acesso pela (avenida) Augusto Montenegro, e a concessionária do BRT já está vendo a possibilidade de se fazer uma saída provisória pela avenida”, pontuou o comandante.

O coronel explicou ainda que, na vistoria, foi avaliado que as obras têm deixado acúmulo de lixo e objetos perigosos no local. “Além de muita lama, tem pedaços de paus e pedras, e é preciso que esses objetos não estejam lá no dia do jogo. Também estamos avaliando esse lado do estacionamento para que o torcedor tenha o maior conforto possível”.

A partida foi mantida para o próximo domingo, 6, com o início, a priori, marcado para 15h30. De acordo com o comandante da PM, a sugestão, que já foi acatada, é de que o público seja de apenas 25 mil pessoas. Uma nova vistoria será realizada no local na quinta-feira (3), para observar o que foi feito ou ainda pode ser feito para melhorar o entorno.

Enquanto as autoridades definem o destino do Re-Pa, os diretores dos clubes não andam nada satisfeitos com o número estipulado para o máximo de torcedores no Mangueirão. Para o presidente do Paysandu, Alberto Maia, a decisão da PM em manter o número de 25 mil torcedores prejudica o espetáculo. “É um posicionamento da PM que a gente lamenta muito. O nosso torcedor é quem perde, mas nós ainda esperamos com que as nossas autoridades voltem atrás e aumentem esse número. Não tivemos Re-Pa em final do primeiro turno ano passado e essa seria uma oportunidade para uma grande festa”.

Por conta da redução do público, os valores dos ingressos também foram ajustados e serão os maiores já cobrados para uma partida de Campeonato Paraense. De acordo com o presidente do Clube do Remo, André Cavalcante, para ter acesso a um lugar na arquibancada, o torcedor terá que pagar R$ 70; enquanto um ingresso para o setor de cadeiras custará R$ 140. “Os valores foram definidos baseados na capacidade de público”, afirmou André.

(Diário do Pará)

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