O Paysandu teve apenas um ‘camisa dez’, na prática, em seu time principal nos cinco jogos disputados em 2016 – o meia Celsinho, que veste a camisa vinte. Titular desde a pré-temporada, o atleta poucas vezes foi substituído e não deu espaço para seus concorrentes serem testados. No entanto, com a sua expulsão contra o Águia, a torcida bicolor começou a se perguntar quem poderia ser o seu substituto. A solução pode até já estar com a camisa certa: Marcelo Costa, reserva, mas que oficialmente é o dono da camisa dez da equipe.
Com a oportunidade no treino da última quarta-feira (2), o experiente meio-campista tem sido cotado para comandar o Papão em campo. “Todo mundo que está jogando teve a oportunidade, agarrou e foi bem. O Marcelo Costa está se preparando e a oportunidade pode vir domingo. Como pode vir depois, e eu vou agarrar”, prometeu.
Um dos atletas mais rodados do elenco, com 35 anos de idade, ele acredita que seu conhecimento pode ajudar muito, caso seja escolhido, porque um clássico é um jogo que mexe com a parte emocional.
Tecnicamente, Marcelo Costa acredita que suas características podem suprir as necessidades do time. “Sobre o meu futebol, acho que a maior parte da torcida conhece o meu estilo, tenho uma boa bola parada. Se eu for escolhido para jogar nesse clássico, eu posso ajudar”, ressaltou.
Em relação a parte física, apesar do pouco ritmo de jogo, o meia credita a boa condição à forma de trabalho do técnico. “O que o Dado vem fazendo nesses dias é um trabalho visando o grupo inteiro. Ritmo de jogo não é possível, mas o de treino e intensidade é o mesmo para todo o grupo. É bem diferente de alguns treinadores que eu já peguei que só se preocupavam em preparar o time titular. Ele deixa os reservas em condições de entrar e jogar”, encerrou.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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