Se uma estreia diante de público grande é algo que gera sempre um pouco de frio na barriga, jogar pela primeira vez diante da torcida em um clássico que vale título é o tipo de situação que, muitas vezes, deixa um jogador intimidado. Mas eis que na decisão da Taça Cidade de Belém, o time bicolor deve ter, no lugar de Celsinho, um dos mais experientes do grupo, Marcelo Costa, mas que até aqui jogou apenas 10 minutos, diante do Independente, em Tucuruí.
Com 35 anos de idade, o Re-Pa é uma novidade na vida desse jogador. A disputa de clássicos, não. Um deles, em particular sempre lhe volta à memória nessas horas. “Na decisão do Gauchão de 2006, jogamos um Gre-Nal onde o Internacional era amplamente favorito. Empatamos em 0 a 0 no Olímpico e fomos para a segunda final no Beira-Rio. Saiu dos meus pés, numa jogada de bola parada, o gol que empatou o jogo em 1 a 1 e nos deu o título aos 48 do segundo tempo. É algo que foi muito marcante, algo que me orgulha e me motiva em todas as finais que eu jogar”, relembra o ex-meia do Grêmio.
No Joinville-SC, que ele defendeu por três anos, viveu a rivalidade do interior contra os times da capital e teve como seu reserva o grande ídolo azulino atual – Eduardo Ramos. “O futebol cria amizades, mas quando chega diante de um jogo, com um de cada lado, é o prato de comida. Cada um vai dar seu melhor”, comenta, completando que não chegou a formar amizade com Eduardo, mas respeita o futebol do atleta. “Em campo cada um vai querer dar alegria pra sua torcida, e é assim”, comenta.
Marcelo vê uma semelhança do atual momento bicolor com o último clube que defendeu no aspecto da cobrança pela conquista. “Aos poucos, os torcedores que eu encontrei aqui me falaram sobre a importância de levar esse título. Até porque nos últimos dois anos é o Remo quem tem levado. É importante não deixar passar esse momento que está tendo e a gente sabe a rivalidade que é esse clássico e estamos colando na alma da gente esse querer da vitória. Vamos fazer de tudo, dentro de campo, para fazer um bom jogo, para a torcida vibrar e no final todos ficarmos em paz”, comenta Marcelo.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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