Marcão virou herói da partida. (Foto: Ney Marcondes)
O torcedor que esperava ver um Re-Pa de alto nível técnico, ontem, deve ter deixado o Mangueirão carregando uma boa dose de frustração, que para os bicolores acabou sendo amenizada pela conquista do título de campeão do primeiro turno. Com um gramado pesado, em função da chuva que caiu antes e, principalmente, no segundo tempo da partida, a qualidade técnica das equipes acabou ficando comprometida, fazendo com que jogadores mais técnicos, como é o caso de Raphael Luz, do
Paysandu, desaparecesse.
Dos 15 estreantes no Clássico Rei da Amazônia, poucos jogadores conseguiram se destacara. A salvação do Re-Pa, surpreendentemente, veio do banco de reservas, atendendo pelo nome de Marcão.
O arqueiro, que substituiu Emerson, expulso no segundo tempo, mostrou eficiência ao defender as cobranças dos atacantes Léo Paraíba e Ciro na decisão dos tiros livres da marca do pênalti. Ao final do clássico, como não poderia deixar de ser, Marcão foi o jogador mais festejado pela Fiel e também por seus companheiros, que não pouparam elogios ao goleiro. As defesas que praticou nas cobranças dos experientes jogadores azulinos ratificaram o bom condicionamento apresentado Marcão nos treinos da equipe listrada, deixando a certeza no torcedor bicolor de que o técnico Dado Cavalcanti não tem muito com o que se preocupar
quanto ao gol de seu time.
Marcão deixou o Mangueirão com o sentimento do dever cumprido e nos “braços” da torcida alviazul. “Só posso parabenizar o Marcão, que entrou bem no jogo, conseguindo evitar dois gols do nosso adversário”, elogiou Emerson.
O goleiro reserva admitiu, nas entrevistas ainda no gramado, que o apoio do torcedor, que passou a gritar o nome dele, após a exclusão de Emerson, foi fundamental para o seu desempenho. “Esse apoio me deu força e eu, felizmente, pude corresponder ao desejo do torcedor”, declarou.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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