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Marcão diz que o momento ainda é do goleiro Emerson. (Foto: Mário Quadros)
A partida do último domingo (6), no estádio Mangueirão, contra o Clube do Remo, já caminhava para o fim. Gramado encharcado, muita pressão dos adversários e os nervos exaltados. Com a ajuda da poça de água, o Leão conseguiu o pênalti, o empate e ainda ficou com um a mais, pois o arqueiro Emerson foi expulso. Os azulinos só não contavam que do banco de reservas sairia o herói do Paysandu, o goleiro Marcão, que pegou dois pênaltis na decisão e garantiu o título da Taça Cidade de Belém ao Papão.
Assim que acabou a partida, o guarda-redes ainda tentava entender o que havia acontecido. “Eis o destino que me colocou em um Re-Pa, numa final de campeonato, com o jogo indo para os pênaltis e eu consegui pegar as cobranças e ajudar no tempo normal, com uma defesa boa. Tenho que agradecer a todos, a torcida que gritou meu nome... Aquilo ali já ganhou o jogo para mim. Ainda não caiu a ficha, meu celular travou de tanta mensagem que já chegou mim”, revelou o camisa 12, depois da conquista.
Apesar da atuação positiva no Clássico Rei da Amazônia, Marcão não vê a titularidade como uma obsessão, até mesmo em função da boa relação com o titular da posição. “Essa amizade que a gente tem é muito grande e é difícil de você ver hoje em dia no futebol. E desde que eu cheguei, nós sempre nos demos bem. O Emerson me passou muita força, sempre conversou comigo, para eu ter paciência que a minha hora iria chegar. Mas eu estou para ajudar, o Emerson é um ídolo, está em uma fase incrível, este é o momento dele e ele tem que curtir. Eu estou aqui para dar conta do recado. Se precisar, eu estou preparado para tudo. E a torcida pode saber que se precisar, pode contar comigo”, ressaltou.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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