Conhecido do torcedor pela facilidade em marcar gols, o atacante Rafael Oliveira, poucos sabem, começou a carreira atuando no gol. Dono de uma boa estatura, o jogador chegou a vestir a camisa 1 do Comercial, clube amador de Ananindeua. Isso no ano de 2001, temporada em que o Paysandu levantou o seu segundo título da Série B do Brasileiro. Quando chegou à Curuzu para se incorporar ao grupo sub-15 do clube, Rafael ainda mantinha o sonho de se tornar ídolo da Fiel jogando no gol. O atacante, porém, acabou sendo convencido pelo técnico Ronaldo Couto, o Nad, a mudar de posição, passando a jogar no meio de campo.
“Sempre que ele atuava no meio, fazia gols. Por isso a ideia de mudar a posição dele”, revelou Nad. A visão do ex-xerife da zaga do Papão se mostrou acertada. Rafael passou a fazer sucesso na nova posição, na qual atuou por sete anos, ganhando, depois, espaço entre os profissionais do clube, já atuando mais adiantado, como atacante. A partir daí, o jogador caiu nos braços da Fiel, fazendo sucesso também com a camisa do São Raimundo, de Santarém, pelo qual conquistou a Série D do Brasileiro de 2009. O atacante, que um dia sonhou ser goleiro, deixou o Papão após um desentendimento com o técnico Edson Gaúcho.
Hoje, Rafael, de 1,87m, altura que o beneficiava como goleiro, 28 anos, conta com um currículo que inclui passagens pelo Salgueiro-PE, Boavista-RJ, Oeste-SP, São José-RS, ASA-AL e Botafogo-PB. O jogador chegou a ser o maior artilheiro de uma temporada no futebol brasileiro, mas antes do estrelato foi “flanelinha”, atividade que ele não gosta muito de lembrar. Tanto que recentemente se recusou a participar de uma matéria de televisão em rede nacional que mostraria essa fase de sua vida.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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