Um dos pontos vulneráveis do time desde o início da temporada, sobretudo depois da saída do zagueiro Max, que segue tratando de uma lesão no ombro esquerdo, a defesa do Remo (que sofreu gol em todos os jogos do Parazão) deve mudar de postura no Re-Pa deste domingo. O setor vem recebendo do novo treinador do time, Marcelo Veiga, uma atenção à parte, conforme revelou o zagueiro Henrique, após o apronto de ontem pela manhã, no Mangueirão. De acordo com o defensor, o excesso de jogadores na área remista, principalmente em lances de bola parada, favorecendo os adversários pode, na visão do técnico, ter sido o maior responsável pelos gols sofridos pelo Leão.
A composição da defesa azulina segue praticamente a mesma - apenas o lateral-esquerdo João Victor, lesionado, não deve jogar -, mas o treinador ensaia mudança no comportamento do setor. “Ele não mudou a dupla de zaga e a nossa linha de quatro (defensores), na minha concepção, está muito consistente. A cobrança está vindo, a gente entende, mas os gols que a gente vem sofrendo são mais em bola parada. Nesse tipo de situação estamos marcando com dez jogadores dentro área e, por isso, a responsabilidade é dividida”, comentou Henrique.
O zagueiro, falou, em seguida, sobre as orientações passadas por Veiga. “Com a entrada do Veiga, ele pediu para a gente aumentar um pouco essa linha lá atrás. Na bola parada será no mano a mano, com, no máximo, seis jogadores”, revelou o zagueiro. “Estamos procurando assimilar essa nova postura, apesar do tempo curto que estamos tendo”, completou.
O atleta disse entender a preocupação do treinador. “Não digo que aquilo que a gente vinha fazendo estava certo ou errado, mas ele (Veiga) quer que o time jogue da maneira que acha melhor lá atrás. No primeiro treino ele já colocou um pouco disso”, disse. Segundo Henrique, a mudança também afeta os volantes do time. “Ele pediu uma marcação mais forte deles. Pediu para eles darem uma ‘chegadinha’, como se costuma dizer no futebol”, declarou.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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