O Paysandu travou uma luta na temporada 2015. Na verdade, desde a saída de Eduardo Ramos, na transição da temporada 2013 para a 2014, o Bicola procurava um meio-campista que pudesse ser o cérebro da equipe. Ano passado, alguns jogadores vieram, como Carlinhos e Valdívia, porém nenhum deu resultado. Este ano, o Papão trouxe de volta Vélber, e contratou Celsinho e o experiente Marcelo Costa. Os três, dentro de suas características, se encaixam neste perfil de maestro bicolor, porém só um deles deve entrar hoje contra o maior rival.
O principal nome para sair jogando é Marcelo Costa. Com um currículo invejável, de acessos e títulos, o camisa 10, é um jogador clássico de sua posição. Com toque de bola refinado, excelente finalização e muita qualidade nas bolas paradas, Costa pode entrar e mostrar para o que veio. No último jogo contra o Remo, ele também entrou na onzena principal e foi decisivo no gol de falta, contando com a ajuda de Eduardo Ramos, que desviou a cobrança para as próprias redes.
Já Celsinho, caso se recupere de uma lesão, com certeza será o criador de jogadas do Papão. Porém, o meia ainda sente a contusão na região posterior da coxa direita. O camisa 20 tem sido o principal jogador do time bicolor. Com muita velocidade, inteligência, bom toque de bola e lançamentos precisos, Celsinho tem feito falta ao time quando não atua. Caso ele volte, o Bicola ganha em motivação por ter o seu melhor jogador em campo.
A última possibilidade, mas não menos importante, é o meia Vélber. O Risadinha também está machucado e suas condições para o jogo são praticamente zero. Se o camisa 17 inesperadamente ficasse bom e entrasse, os bicolores teriam um bom jogador, com experiência e arrancadas que, do alto de seus 37 anos, deixam qualquer garoto com inveja. Além, é claro, de ser um atrativo a mais por todo o folclore e identidade que o Risadinha tem com o Paysandu e representa para o futebol paraense.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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