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ESPORTE PARÁ

Debate aponta os caminhos do esporte olímpico

Ontem, foi realizada, no auditório do Laboratório Amaral Costa, a segunda edição do Debate Bola promoção do Troféu Camisa 13. Após debater os programas de Sócio Torcedor, o evento entrou no clima de Olimpíadas com o tema “Esporte Olímpico no Pará: Desafio

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Ontem, foi realizada, no auditório do Laboratório Amaral Costa, a segunda edição do Debate Bola promoção do Troféu Camisa 13. Após debater os programas de Sócio Torcedor, o evento entrou no clima de Olimpíadas com o tema “Esporte Olímpico no Pará: Desafios e Soluções”. Para compor a mesa de debates, foram convidados o atual secretário municipal de Juventude Esporte e Lazer de Belém, Deivisson Alves, e duas ex-atletas olímpicas. Suzete Montalvão, que disputou os Jogos de Seul, em 1988, e Luana Faro, que disputou os Jogos de Pequim, em 2008.

Luana, hoje com 26 anos, é uma atleta que cresceu aos olhos do público. Envolvida com a ginástica desde os 6 anos de idade, ainda muito nova começou a chamar atenção do público pelos seus resultados. A disputa das Olimpíadas na China foi, em certa medida, seu auge e despedida.

“Após as Olimpíadas eu me despedi da seleção brasileira. Continuei praticando apenas no Pará, para incentivar as meninas, mas estava exausta. Era uma rotina de 8 a 10 horas de treinos por dia. Já estava vivendo há 4 anos longe da família e amigos. Cheguei no meu limite mental”, comenta Luana. Após retornar, a atleta passou no vestibular em direito e hoje atua na área jurídica.

Em termos de desafios, Luana acredita que, no seu esporte, o principal desafio vem da pouca divulgação da ginástica rítmica. “Como não há divulgação, poucas meninas praticam. Temos poucas atletas e pouca revelação de talentos. Falta visibilidade para as atletas poderem brigar por um centro de treinamento melhor”, comenta Luana.

A estrutura para a prática da ginástica ainda é pouca no estado e no país. Mas, em relação ao início da carreira, Luana avalia que houve melhoras. “Quando eu comecei na seleção brasileira chegamos a treinar embaixo da arquibancada de um ginásio, ou seja, não tinha estrutura nenhuma. Hoje temos um Centro Caixa, que trabalha com ginástica artística e rítmica, com uma boa estrutura. Mas ainda é pouco”, pontua a ex-atleta, que lamenta que a prática da ginástica, no Pará, esteja limitada a alguns poucos colégios.

(Taion Almeida/Diário do Pará)

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