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ESPORTE PARÁ

Flag Football ganha adeptos em Belém

O Futebol Americano está cada vez mais popular no Brasil, principalmente depois que a NFL (liga norte-americana) passou a ser televisionada, tornando as suas regras bem mais familiares ao público. A intimidade chegou a tal ponto que até mesmo categorias d

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O Futebol Americano está cada vez mais popular no Brasil, principalmente depois que a NFL (liga norte-americana) passou a ser televisionada, tornando as suas regras bem mais familiares ao público. A intimidade chegou a tal ponto que até mesmo categorias dentro do esporte passaram a ser não só conhecidas como praticadas. Em Belém, por exemplo, existem três equipes que jogam Flag Football, que difere totalmente daquele futebol com ombreiras, capacetes e o característico empurra-empurra.

As regras básicas são similares as do jogo profissional, mas em vez de derrubar o jogador com a bola ao chão, o defensor deve retirar uma bandeirinha/flanela (flag) que os jogadores usam presa à sua cintura para parar a jogada. O Flag Football foi desenvolvido para minimizar lesões que o Futebol Americano tradicional poderia trazer, bem como baratear a prática do esporte, já que os equipamentos são caríssimos.

As três equipes de Belém são filiadas à Federação Paraense de Futebol Americano, mas somente duas estão na ativa (o Sirens não está treinando atualmente): são as meninas do Night Flower Flag e as do American Football WildCats, que agora se juntaram para formar uma equipe só para a disputa de um torneio regional, que será realizado em junho deste ano, em Manaus, contra equipes locais e uma de Roraima.

Essa não é a primeira vez que uma equipe sairá de Belém para participar de um torneio. Em 2015, a equipe do Night Flower chegou a participar de um torneio regional, e chegou até o quarto lugar, sem conquistar medalha, portanto, já que a premiação iria até o terceiro posto, segundo a presidente das Flower, Letícia Alencar.

Agora em 2016, com o apoio da federação, as duas equipes resolveram se juntar para representar o Estado e formaram o Pará Star Flag. “O objetivo da diretoria da federação é ampliar o esporte a nível nacional. Estamos arrumando a nossa casa e levando-as para esse torneio. Queremos que o nível das equipes cresça para fortalecer o esporte na região”, destacou um dos diretores da federação, Tarso Oliveira. Ainda de acordo com Tarso, no Brasil devem existir mais de 50 equipes de Flag Football. “Em Belém existem três equipes, o que soma cerca de 10 equipes somente na região Norte”, ressaltou.

WILDCATS: FOCO NAS COMPETIÇÕES

Exclusivamente feminina e formada há quase dois anos, a WildCats foi criada por Anne Vieira e Savio Murillo. A inspiração veio do contato com outras equipes de Flag e a vontade de formar uma equipe para criar competições estaduais. “Todas nós já éramos atletas de handebol e nunca fizemos uma seletiva para a entrada de outras meninas justamente porque a nossa intenção era focar naquelas pessoas que já tinham um desenvolvimento para o esporte, porque nós não teríamos condições de começar do zero”, pontuou a quarterback Anne.

Como todo início de formação de equipes no esporte, a WildCats também precisou de apoio para investir no material usado nos treinos, mas a forma de garantir o material passou longe do apoio de grandes empresas. “Nós fomos fazer rifas. Toda semana cada uma rifava uma caixa de bombom, e assim nós conseguimos comprar nossas roupas, bolas e cones”, destacou.

O primeiro título deve vir depois do regional em junho, e enquanto elas ainda não colecionam troféus, a equipe investe pesado nos treinos, que ocorrem mais de duas vezes por semana. “Íamos fazer uma seletiva no início deste ano, mas ainda não deu porque o nosso foco hoje é o regional e não tínhamos como começar um trabalho com novas atletas se o nosso objetivo era viajar e já estávamos treinando para isso”, ressaltou.

Ainda de acordo com Anne, a WildCats vai realizar a primeira seletiva assim que chegar do campeonato, em junho, para selecionar novas atletas que já possam participar do Campeonato Paraense, que está previsto para começar no dia 22 de agosto.

NIGHT FLOWER ATUA NA FORMAÇÃO DE ATLETAS PARA O ESPORTE

Fundado em 2012, o Night Flower Flag teve outro nome no início da sua formação: Harpias. Só em abril de 2014 o time assumiu a sua identidade atual. Com o apoio das equipes que jogavam Full Pad (Futebol Americano com equipamentos de proteção), as meninas foram formando uma equipe sem compromisso de realizarem torneios. “Tivemos o contato com os meninos do Full Pad e as namoradas e mulheres deles foram se juntando, mas tudo começou como passatempo mesmo”, pontuou a running back Vivi Castilho.

(Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)

Aprender a praticar o esporte não foi tão difícil, já que os meninos que praticavam Full Pad repassavam o conhecimento técnico e tático para as novas atletas. “A internet ajudou muito também. Víamos vídeos de jogos e isso foi nos aperfeiçoando”, frisou a running back.

Uma das maiores dificuldades para desenvolver o esporte tem sido fixar um local para treinos. Vivi explica que o grupo sempre fica na dependência de alguém emprestar o local para que elas possam treinar. “Hoje (na última quinta-feira), por exemplo, nós viemos treinar neste campo do Batalhão da Polícia Militar porque o esposo de uma das meninas trabalha aqui e nos ajudou com o pedido de autorização”, pontuou, frisando ainda que esse é o apoio principal que elas recebem. “Nós gostaríamos de patrocínio, mas não em dinheiro, eu falo mesmo daquele apoio com troca de favores, uma divulgação ou um campo que seja, algo desse tipo. É difícil termos o espaço para treinar. Acredito que não há tanta credibilidade principalmente porque se trata de mulheres jogando e acham que a gente vai brincar”, lamenta.

As seletivas para entrar na Night Flower ocorrem sempre. Para participar, Vivi garante que não precisa ser atleta. “Nós temos um ditado de que nós formamos atletas. Elas não precisam vir prontas”, destacou, lembrando ainda que quem quiser participar da equipe tem que ficar de olho na página do time, onde ocorrem as divulgações em algum período. “A gente sempre divulga nas redes sociais, é só a pessoa comparecer no dia e horário. Ninguém começou como atleta na nossa equipe ou tinha experiência com algum esporte. Nós nos construímos até então”.

(K.L. Carvalho/Diário do Pará)

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