Com a crise econômica que se instalou no país, afetando todos os setores da sociedade, inclusive o do lazer, ser torcedor fiel de um clube de futebol, mais do que nunca, passou a ser um bom negócio dentro e fora dos estádios. Quem costuma ir aos jogos do time do coração com frequência, dispõe de vantagens como, por exemplo, a preferência na compra de ingresso, que acaba saindo mais em conta do que o vendido na bilheteria. Até o associado que não tem o hábito de ir ao estádio com assiduidade dispõe de benefícios, podendo adquirir produtos e serviços com descontos sedutores.
Para desfrutar de tantas vantagens, porém, o torcedor precisa estar ligado ao clube do coração por meio de algum programa de fidelidade, que atende pelo nome genérico de Sócio-Torcedor, hoje bastante difundido entre as agremiações brasileiras, depois de um começo acanhado. Os programas, presentes de Norte a Sul, variam de clube para clube, tanto em preços como nas vantagens que oferecem. Todos, no entanto, visam arrecadar renda antecipada aos cofres das agremiações.
Referências no futebol do Norte, Remo e Paysandu há algum tempo também embarcaram na iniciativa, lançando seus planos, que, hoje, representam uma das principais fontes de suas receitas. O Papão, segundo seu site oficial, tem hoje com 20 mil filiados, dos quais cerca de 9 mil estariam com prestações em dia. O rendimento bicolor seria da ordem de R$ 500 a R$ 600 mil mensais, valor que daria para cobrir a folha salarial do elenco, em torno de R$ R$ 550 mil.
Integrante do projeto Movimento por Um Futebol Melhor, que agrega 74 clubes, entre eles os dois de maiores torcidas, Flamengo-RJ e Corinthians-SP, o Remo, segundo números auditados pelo Movimento, tem hoje 17.118 associados, sendo 14º clube entre os participantes do projeto. Porém, menos da metade dos filiados - cerca de 7.200 torcedores - está em dia com suas obrigações. A expectativa é que com o início do Brasileiro, este mês, a procura e a adimplência sejam aquecidas, elevando a atual arrecadação de cerca de R$ 250 mil, proporcionada pela iniciativa.
Tanto o Leão quanto o Papão esperam ampliar o número de associados e de sócios adimplentes até o final do ano, mas, para isso, precisam que seus times façam campanhas convincentes no Brasileiro, o que em outras palavras significa o acesso às Séries B e A da competição, respectivamente, além, é claro, do incremento das vantagens comerciais oferecidas aos associados, que são cada vez mais amplas e atraentes.
Veja mais sobre as vantagens do sócio-torcedor do Paysandu e do Remo.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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