Dentro do esporte, há uma máxima de desprezo pela segunda colocação. Muito preconceituosa, avalia que ‘o segundo é o primeiro dos últimos’. Em Santarém, as coisas foram bem diferentes do que preza o dito. No aeroporto Maestro Wilson Fonseca, a delegação do São Francisco que retornou de Belém com o vice-campeonato paraense, teve uma recepção festiva por parte da torcida, que levou faixas e palavras de apoio aos jogadores que protagonizaram esse momento histórico – o time nunca havia chegado a uma decisão de campeonato estadual e, após quase 20 anos, voltará a disputar um torneio nacional.
O Leão de Santarém pode ser taxado de tudo, menos de perdedor. “Nós mostramos dentro de campo que tínhamos condições de vencer o jogo. Infelizmente em duas bolas paradas sofremos os gols que decidiram o jogo”, comentou o vice-presidente do clube, Bruno Moura.
O dirigente acredita que o time, com uma folha salarial mais de dez vezes inferior à do Paysandu, foi até onde poderia. “No segundo tempo acho que o elenco pesou. Talvez o Walter tenha ficado sem tantas opções depois que saíram alguns atletas durante o campeonato. Mas isso fica para avaliação e próximos campeonatos porque o momento agora é de comemorar. Esse grupo conseguiu com o São Francisco tudo que o clube nunca tinha conseguido até hoje”, reconheceu.
Ainda em clima de comemoração pela boa campanha e as conquistas do time, Bruno afirma que o grupo de jogadores recebeu uma folga de uma semana e se reapresenta no próximo dia 16, para a Série D. “A intenção é renovar com 80 a 90% do grupo atual e fazer algumas contratações pontuais, coisa de quatro a cinco jogadores. Mas tudo depende do trabalho de renovação com esses jogadores, já que eles podem receber oferta e preferir jogar em outros clubes”, encerou.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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