Quando Vandick Lima assumiu a presidência do Paysandu, em janeiro de 2013, prometeu trabalhar para sanear o clube e entregá-lo ao seu sucessor melhor do que recebeu. Apesar de ter conquistado o título paraense naquele ano, sua gestão acabou marcada pelos três vice-campeonatos no ano seguinte – Copa Verde, Parazão e Série C. Três anos depois, o clube ganhou as duas competições que disputou no primeiro semestre e agora entra em alta cotação na Série B, além da Copa do Brasil. A primeira vista pode não parecer ter relação direta os dois feitos, mas eles estão diretamente ligados.
A continuidade das políticas de saneamento e gestão implementadas a partir de 2013 começaram a dar frutos este ano. O programa Sócio Bicolor, lançado no meio daquele ano, hoje conta com 20 mil cadastrados. Através desse aporte, foi possível gerenciar e quitar dívidas e conseguir as certidões negativas de débito, o que permitiu ao clube lançar a Lobo, no início deste ano, e hoje ser dono de sua própria marca de material esportivo. Juntos, o Sócio Bicolor e a Lobo são os principais patrocinadores do clube atualmente.
Além das melhorias fora de campo, dentro de campo uma filosofia imposta no fim da gestão Vandick também começou a frutificar – a continuidade em campo. Além da manutenção de uma base de jogadores, como Ricardo Capanema, Pablo e Augusto Recife, o clube passou a dar mais tempo para os técnicos trabalharem. Mazola Júnior cumpriu seu contrato até o fim. Dado Cavalcanti se tornou o primeiro técnico a permanecer por mais de um ano no comando do time. A manutenção de trabalho, em campo, tem se mostrado vitoriosa.
(Diário do Pará)
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