De 2005 pra cá, lá se vão 11 anos desde a última vez que o Paysandu disputou a elite do futebol nacional. O último acesso, em 2001, veio para coroar um grande momento do clube, quando ele conquistou vários títulos, a chamada Era Givanildo. Levando em conta os avanços administrativos e os resultados recentes em campo, é possível cogitar um novo acesso?
O clube acredita que sim e já fez uma proposta ao seu elenco – um quadro de recompensas a cada etapa do campeonato disputada, e que reverteria aos jogadores uma premiação de R$ 3 milhões no caso do acesso. Levando-se em conta os resultados da última temporada, quando o Papão entrou cotado para fugir do rebaixamento e no final terminou na 7ª colocação, distante apenas 5 pontos do acesso, não parece um resultado impossível.
O grande desafio nessa temporada, como na anterior, responde por “desequilíbrio financeiro”. O Paysandu, como quase todos os outros participantes da Série B, terá direito a uma cota de 5 milhões de reais divididos em 10 parcelas de 500 mil. Mas três clubes recebem muito mais que isso. O tri-rebaixado Vasco da Gama ostenta cota de 100 milhões. O Goiás e o Bahia receberão cotas de R$ 35 milhões cada um. Partindo apenas dessa premissa, os três entram na competição como favoritos ao acesso.
RETORNO FINANCEIRO
Chegar à elite significa para o Lobo do Norte, além do fator histórico, uma ascensão de patamar financeiro. A menor cota televisiva na Série A é de R$ 20 milhões e o clube ainda arrecada valores por de venda de jogos em Pay-Per-View e transmissões em canal fechado e internet, multiplicando as receitas. A exposição nacional abre a possibilidade de captar patrocinadores, além de valorizar os espaços de publicidade. Somando todos os ganhos, a premiação de R$ 3 milhões parece perfeitamente viável.
(Diário do Pará)
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