Marco Goiano treina separado. Remo não tem dinheiro para pagar a rescisão do atleta. (Foto: Mário Quadros)
Com a quantidade de acordos a honrar e percentuais de renda bloqueados pela Justiça, era de se imaginar que o Remo encontraria dificuldades para manter seus vencimentos em dia. Com o jejum sem partidas oficiais desde a eliminação na Copa do Brasil, o clube pode completar no próximo dia 10 dois meses de salários atrasados, situação que preocupa. A diretoria se reuniu duas vezes durante a semana para explicar ao grupo a situação financeira.
Embora a arrecadação contra o Asa-AL tenha ficado abaixo da expectativa (a diretoria trabalhava com uma base de 20 mil torcedores, mas pouco mais de 12 mil compraram ingressos), o plano é usar o que sobrou do valor arrecadado para pagar os salários de abril, enquanto os demais departamentos do clube buscam novos patrocínios.
Contratado junto com o técnico Leston Júnior, o meia Marco Goiano chegou ao Remo com a expectativa de ser o camisa 10 do time, mas seu rendimento não aprovou no primeiro semestre. Com contrato vigente até novembro e vencimentos caros, o clube não tem como rescindir com o jogador, que treina em separado, enquanto o clube não providencia um empréstimo. Outro atleta que treina aparte no grupo é o zagueiro Igor João. Com contrato até o final de 2017, ele não está nos planos do Leão, que busca um clube para emprestar o atleta e dar mais rodagem.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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