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ESPORTE PARÁ

Há 20 anos, Leão perdia jovem valor

O dia 12 de junho de 1996 abalou o cenário do futebol paraense, principalmente os jogadores e torcedores do Clube do Remo. Há 20 anos atrás, o jovem atacante Andrey Benjó deixava seu nome marcado na história do clube de forma trágica: a morte do jogador

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O dia 12 de junho de 1996 abalou o cenário do futebol paraense, principalmente os jogadores e torcedores do Clube do Remo.

Há 20 anos atrás, o jovem atacante Andrey Benjó deixava seu nome marcado na história do clube de forma trágica: a morte do jogador de 21 anos cercada de mistério abalou os atletas e dirigente do Remo, durante a disputa do Campeonato Paraense daquela temporada.

Segundo relatos na época, Andrey estava ao lado do amigo, o também jogador do Remo Cléberton quando um vigilante havia informado aos dois sobre um assalto. O então volante azulino foi buscar uma arma, que momentos depois estava na mão do jogador quando aconteceu o pior: um tiro acertou a cabeça de Andrey.

Apesar de ser socorrido em um hospital particular, a jovem promessa azulina não resistiu e veio a falecer causando uma grande dor e comoção no cenário esportivo paraense. O jogador que entraria em campo no lugar do atacante Ageu na partida entre Remo X Vila Rica, pelo Campeonato Paraense recebeu homenagens de amigos e companheiros, enquanto que Cléberton era apontado como o principal autor da morte de Andrey.

Em meio a dor, os jogador do Remo decidiram entrar em campo com um jogador a menos na partida contra o Vila Rica, que ocorreu quatro dias depois da morte de Andrey. Com uma tarja preta simbolizando o luto, o time remista venceu por 4 a 0 e seguia firme rumo ao tetracampeonato paraense.

“Ele era um grande amigo e tive o privilégio de ser companheiro de quarto dele na concentração. Sempre brincalhão e irreverente com os jogadores, mas lembro que dias antes do fato eu falei de Jesus para ele e foi um momento especial para ele, que alguns momentos depois já estava lendo a bíblia na concentração”, disse o ex-jogador do Remo, Castor.

Em conversa com o portal DOL, Castor lembra um pouco das características do amigo. "Andrey era muito rápido, um jogador veloz e tinha uma cabeçada que parecia um chute, pela força. Era muito habilidoso e conseguiu ajudar o Remo em muitos jogos do estadual, onde chegamos ao tetra campeonato".

Andrey chegou a atuar em algumas partidas na campanha do tetra azulino de 1996, em uma delas, a goleada de 4 a 0 em cima do maior rival, o Paysandu no primeiro turno.

(Diego Beckman/DOL)

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