O técnico Marcelo Veiga aproveitou a entrevista coletiva de ontem, no estádio Baenão, para rebater as críticas que recebeu do ex-presidente do Clube do Remo, Zeca Pirão, que declarou à uma emissora de rádio que, se dependesse dele, o treinador não estaria mais no comando da equipe remista. No fim das contas, no entanto, o treinador saiu fortalecido da briga.
Marcelo Veiga não escondeu o seu descontentamento com as declarações feitas pelo dirigente, que colaborou de forma extraoficial com o futebol do Leão, não chegou a ser nomeado oficialmente e nem será mais diretor. “Fiquei triste porque é um cara que veio para ser dirigente e acho que isso ele deveria falar internamente. Expor quem está aqui dentro foi muito ruim. Ele falou algumas coisas que não são verdades”, lamentou o técnico.
Pirão afirmou que Dado Cavalcanti, ex-Paysandu, deveria dirigir o time e que “este senhor já deu o que tinha de dar”, referindo-se a Veiga.
O comandante do Leão não deu muita bola. “No futebol sempre tem alguma coisa que acaba atrapalhando, mas estou tranquilo. Tenho procurado trabalhar com seriedade e com muita transparência. A diretoria tem me dado todo o apoio”, garantiu.
O técnico revelou ter recebido a solidariedade do presidente André Cavalcante. “Ele foi realmente um cara leal, me ligando e dizendo que isso era uma opinião de uma pessoa que não fazia mais parte”, contou Veiga.
À tarde, o Remo confirmou que Zeca Pirão não chegou a ser nomeado como diretor do clube e nem será mais. “As coisas que vieram de fora foram justamente por conta de um dirigente, que acabou falando de sua opinião pessoal. Ele deixou bem claro isso”, concluiu Marcelo Veiga.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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