Yago Pikachu e Paulo Henrique Ganso encabeçam a lista dos últimos jogadores que saíram da base da Tuna Luso para brilhar no futebol nacional. O primeiro está no Vasco-RJ e o segundo no São Paulo-SP. A relação, porém, é bem maior e inclui os meias Giovanni, ex-Santos-SP e Barcelona-ESP, Arinélson, ex-Santos-SP e Fluminense-RJ, Vélber, ex-São Paulo, entre tantos outros.
Mas, a fábrica de craques que existia na Vila Olímpica há muito tempo já não produz atletas de talento. O clube chegou a ter, conforme lembra o ex-jogador e agora técnico da base, Antenor Ambrósio, 71 anos, 54 deles dedicados à Lusa, mais de dois mil alunos em sua escolinha, de onde esses atletas saíam para as equipes de base do clube. Hoje são cerca de 80. Na época, além de Antenor, trabalhavam por lá outros profissionais de respeito no futebol local, entre eles os treinadores Samuel Cândido, Nélio Pereira, Reginaldo Mesquita e Carlos Lucena.
Naquele tempo, a Tuna mantinha convênio com a Secretaria Municipal de Esporte e Cultura (Semec) de Belém. A parceria foi desfeita no final dos anos de 1990. “Com o fim desse convênio, deixamos de ter muitos garotos, que poderiam ser grandes craques no futuro. Mesmo com um número menor de alunos, ainda é possível encontrar garotos de talento, não, claro, na quantidade de antigamente”, lamentou Ambrósio.
(Nildo Lima/Diário do Pará))
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