Fazer parte do elenco da Tuna, neste momento, representa um desafio, principalmente para os atletas oriundos da base e para aqueles que foram pinçados da ‘peneirada’ promovida pelo técnico Charles Gatinho, que chegou a avaliar cerca de 150 candidatos a craque em testes feitos no Souza.
Quem sonha com o estrelato ou com dias melhores na carreira, caso de alguns dos jogadores mais experientes do grupo, precisa se virar nos 30, já que, pelo menos por enquanto, eles não recebem salário, o que só deve ocorrer após o início do Estadual. Se houver dinheiro, claro.
O atacante Márcio, de 24 anos, foi um dos atletas que conseguiram sobreviver ao crivo de Gatinho. Com rápidas passagens por outros clubes, nos quais acabou não ficando, segundo ele, “em função da falta de atenção”, o jogador tem de meter a mão no bolso para continuar apostando na carreira.
Morador do bairro de Batista Campos, o atleta é responsável pelo pagamento de seu transporte para ir e vir dos treinos, além de outras despesas. Ele admite que não é uma situação muito confortável. “É difícil, mas como estou apostando, preciso arriscar”, resume Márcio.
Os demais jogadores, egressos da base ou vindos de outros clubes, como Diego Índio, a situação é a mesma do atacante. “Como por enquanto não estamos arrecadando nada, não estamos podendo pagar salários. Esperamos que no futuro, com o time disputando o campeonato, a gente espera resolver essa situação”, informa a coordenadora de futebol do clube, Maria José, que há 18 anos trabalha na Vila Olímpica.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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