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Atacantes vivem a maior seca da história do clube

A posição de atacante é a mais concorrida no atual elenco do Paysandu, formado por 33 jogadores, entre eles dez atacantes. Isso sem se falar nos meias, que, dependendo da situação, são adiantados para fazer a função de atacante, como já ocorreu em alguns

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A posição de atacante é a mais concorrida no atual elenco do Paysandu, formado por 33 jogadores, entre eles dez atacantes. Isso sem se falar nos meias, que, dependendo da situação, são adiantados para fazer a função de atacante, como já ocorreu em alguns jogos. Apesar de tantas opções, o setor, curiosamente, tem sido o menos produtivo do time nesta temporada. Juntando a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série B, competições que o time ainda disputa, o ataque bicolor soma a incrível marca de 15 jogos sem fazer gol, ou seja, são mais de 1.350 minutos sem balançar a rede de seus adversários, situação jamais vista na história do futebol do clube.

Desde o início do Brasileiro e durante a Copa do Brasil, tanto o técnico Dado Cavalcanti, que deixou a Curuzu após uma derrota diante do Náutico-PE, pela Segundona, como seu substituto, Gilmar Dal Pozzo, já tentaram as mais diferentes composições em busca de uma solução para o problema. Do tradicional sistema 4-4-2, com dois atacantes, até ousado 4-4-3, com três jogadores de frente, e em alguns casos até mais, já foram tentados, sem que o setor ofensivo da equipe tenha dado resposta satisfatória.

A última vez em que o ataque bicolor realmente cumpriu com a sua função foi há quase dois meses, quando Alexandro marcou o gol do empate, por 1 a 1, contra o Oeste-PE, pela segunda rodada do Brasileiro. De lá para cá, o time marcou um total de 12 gols, sendo dez pela Série B e os outros dois pela Copa do Brasil, todos eles de autoria de jogadores de defesa, que tem acumulado a função de ataque, e de meio de campo. Não fosse o compartimento defensivo ter, também, feito bem o seu papel nos últimos jogos do time, a situação do Papão, hoje, seria catastrófica na Segundona.

A cábula é tanta que nem mesmo em cobrança de pênalti o ataque bicolor conseguiu ser eficiente. A prova foi tirada na partida contra o Londrina-PR, quando Betinho desperdiçou a grande chance de sacudir as redes ao cobrar a penalidade nas mãos do goleiro Marcelo Rangel.

Alexandro foi o único que fez gol na Série B

A maré baixa do ataque bicolor já coloca em cheque a contratação pelo clube de alguns dos atletas do setor. É o caso de Alexandro, que chegou à Curuzu com a credencial de ‘matador’ nato, mas que em dez jogos pelo Brasileiro só conseguiu fazer um mísero gol, com atuações pífias, como a da última quarta-feira (12), contra o Paraná-PR. No entanto, na Ponte Preta-SP, em 2014, Alexandro, que é uma aposta pessoal do diretor Roger Aguilera, fez 14 gols também em uma Série B. “Ele foi um dos principais responsáveis pela subida da Macaca para a Série A”, ressaltou o dirigente.

Se a situação de Alexandro, autor de um gol, já não é boa perante a Fiel, dá para se imaginar o prestígio dos atacantes que nem isso conseguiram fazer. Betinho e Ruan parecem ter desagradado até mesmo ao técnico Dal Pozzo, que não os relacionou para o jogo com o Paraná-PR, após a atuação da dupla na partida com o Londrina, na qual o primeiro perdeu um pênalti.

Os demais jogadores do setor, no caso, Maílson, Bruno Veiga e Fabinho Alves, estes últimos entregues ao departamento médico, também não conseguiram desencantar ainda, embora não tenham disputado o mesmo número de jogos de seus companheiros por conta das lesões. Maílson, por sua vez, mesmo não fazendo gols, até que tem recebido um pouco de crédito da Fiel por pelo menos se doar mais em campo.

(Nildo Lima/Diário do Pará)

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