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ESPORTE PARÁ

Jogador da base tem de superar barreiras

Como diria a famosa canção do Skank: “Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?”. Sim, tornar-se um profissional da bola ainda é o desejo de milhões de meninos. Além de ser o esporte favorito da maioria dos brasileiros, a chance de mudança de vida é a

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Como diria a famosa canção do Skank: “Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?”. Sim, tornar-se um profissional da bola ainda é o desejo de milhões de meninos. Além de ser o esporte favorito da maioria dos brasileiros, a chance de mudança de vida é ainda um fato neste meio. Porém, o processo é complicado. A transição de um amador, das categorias de base, para o time profissional é um dos momentos mais difíceis. Por isso, é preciso formar muito mais que um simples atleta.

Além da pressão por resultados e cobranças, a rotina de um jogador de futebol é meio ingrata: treinos, viagens e pouco contato com a família. “Olha, eu não vejo a minha avó já tem um tempo, porque no profissional são treinos em dois períodos e eu chego muito cansado. Às vezes, não consigo falar com ela. E olha que ela mora perto, mas faz parte, tenho que seguir trabalhando e assim que der, faço a visita”, promete Tsunami.

O zagueiro já teve experiências em grandes clubes do Brasil e sentiu um choque de realidade. “Já trabalhei no Cruzeiro e no Sport. Na Toca da Raposa, a estrutura é de outro nível. É uma estrutura que a gente não vê em muitos lugares”, compara.

O atual auxiliar técnico do Leão, João Neto, foi treinador de Tsunami na base. Ele tem anos de trabalho nas categorias de baixo. “Eu gosto de trabalhar com jogadores inteligentes e que tenham grande capacidade de adaptação, porque o jogo pede isso. Nós cobramos os estudos, sim, porque a dominante tática depende de jogadores inteligentes que é a exigência do futebol e de outras modalidades”, conta Netão.

O auxiliar destaca ainda que há várias conversas com os jogadores para que eles se mantenham estimulados. “Temos que conversar e mostrar que o caminho é longo, que é de preparação, que é de melhoria, e continua depois com a manutenção, que é o mais difícil. Que a quantidade de suor até conseguir a oportunidade é grande, que o ambiente do futebol é muito competitivo e difícil, mas trabalhar é o caminho para se chegar nos objetivos”, encerra.

Hoje, Igor João está no Pantera (Foto; Mário Quadros)

Zagueiro que perdeu espaço acabou emprestado

Alguns jogadores do Remo já tiveram sua oportunidade, mas que não foi aquela realmente necessária para que pudessem ter uma boa sequência. Um dos jogadores foi o zagueiro Igor João, sempre bastante elogiado pelos treinadores de base, mas que ainda não conseguiu se firmar, ganhando poucas oportunidades, principalmente este ano.

Em 2015, Igor João chegou a ter uma sequência como titular em partidas do Campeonato Paraense, da Copa Verde e da Copa do Brasil, chegando até a marcar um gol contra o Atlético-PR. Este ano, ele teve mais uma chance na equipe, porém recebeu uma notícia que não esperava. “Quando me disseram que eu seria emprestado para o São Raimundo foi um baque. O técnico ainda era o Marcelo Veiga e eu vinha tendo uma boa sequência, treinando bem, entrando bem nos jogos, mas recebi a notícia que seria emprestado. Foi complicado, mas segui treinando”, revela o defensor.

Igor João também ressalta que é muito difícil ganhar espaço nos dois times da capital, vindo da base. “Os treinadores têm as preferências deles, não é? E são poucos os clubes que dão esse espaço para quem sobe para o principal. Mas eu vou seguir trabalhando firme em busca da minha oportunidade”, afirma.

Hoje, defendendo as cores do Pantera, o zagueiro se diz bem à vontade com os novos companheiros e com essa nova experiência. Igor João destaca que isso vai lhe ajudar bastante quando o empréstimo terminar. “Depois do empréstimo, eu fiquei mal. Mas há males que vem para o bem. Estou tendo uma boa sequência aqui no São Raimundo e isso vai ser fundamental na minha volta ao Remo. Vou voltar e mostrar que tenho condições de ser titular em qualquer time”, finaliza Igor João, que atualmente tem 23 anos.

(Café Pinheiro/Diário do Pará)

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