Andrize Costa, professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), está realizando um sonho. Dedicada mais de 30 anos à ginástica artística como atleta, pesquisadora e árbitra, agora ela fará parte dos Jogos Olímpicos do Rio. Andrize será uma das três árbitras brasileiras da competição. São 40 profissionais ao todo.
“É a concretização de um sonho estar representando meu país, não como ginasta, mas como árbitra, que tem uma função tão importante - que é fazer com que, no evento, dê tudo certo. Como professora, eu estudo a ginástica enquanto manifestação esportiva. E estar aqui observando a dimensão mundial do evento, deixa a gente emocionada e satisfeita. É a coroação de uma vida toda dedicada à ginástica que se torna realidade a partir de hoje”, se emociona.
A professora trabalha há quase um ano no Pará, com o objetivo de expandir projetos sobre ginástica artística em Belém.
“Hoje somos o estado que tem um potencial enorme, com o biótipo muito bom das paraenses para a prática da ginástica, mas temos poucos espaços – apenas dois em Belém - com os equipamentos apropriados para o treino da modalidade. A raridade está relacionada ao custo e ainda a falta de interesse, de quem invista no esporte. Infelizmente, assim, perdemos grandes talentos com um potencial humano enorme”, lamenta.
“Acompanhar o meu olhar e o das ginastas brilhando por ter conseguido chegar ao maior evento do mundo: Essa experiência eu vou levar para as minhas aulas, para os meus alunos e, quem sabe, estender a prática da ginástica para a comunidade! Ultrapassar as fronteiras da universidade e buscar as pessoas ao redor para praticar o esporte”, comenta.
(Com informações da UFPA)
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