O dia de ontem no Baenão serviu para resolver os problemas do Clube do Remo, em especial os financeiros. Após o grupo de jogadores não ter treinado na última segunda-feira, na parte da tarde, por conta de um desentendimento entre direção e atletas sobre a situação dos vencimentos atrasados, parece que tudo está encaminhado para voltar à normalidade.
Na tarde de ontem, um carro-forte esteve na Toca do Leão, levando 50% dos salários do mês de junho, que foi pago aos atletas. A outra parte, segundo o presidente André Cavalcante, será paga ainda esta semana. “Nossa ideia é fechar o mês de junho até quinta-feira. E pagar o mês de julho logo após o jogo contra o Confiança-SE, na próxima segunda, dia 22”, contou, revelando que a folha azulina, somente jogadores, gira em torno de R$ 440 mil.
Para alcançar esse objetivo, a direção azulina traçou alguns planos. “Temos uma ação que é os 100 leões. Vamos reunir um grupo de 100 remistas, com condições financeiras, para colaborar com R$ 1 mil, durante 12 meses”, explica André, reforçando que hoje haverá uma reunião com estes colaboradores, além de outras ações.
Ainda sobre toda esta situação, o mandatário ressalta que os jogadores estão com toda a razão. “Todo funcionário tem direito a receber seus vencimentos. Além disso, não houve nenhum tipo de atrito com os jogadores, foi apenas uma conversa”, relatou. O discurso de André Cavalcante foi confirmado pelo lateral-esquerdo Wellington Saci. Segundo o jogador, a vida continua, de olho na próxima partida. “A gente acredita que tudo vai ser resolvido. E a gente não pode perder o foco. Temos uma partida difícil contra o Botafogo-PB e não podemos parar de trabalhar”, encerrou Saci.
Início de ano ruim e dívidas atrapalharam Com estes fracassos dentro de campo, o Clube do Remo começou a sofrer também nos bastidores. A torcida, principal fonte de arrecadação, parou de ir ao estádio, sem contar com as premiações que o time conseguiria. “Se comparar com o ano passado, quando chegamos à final da Copa Verde e Parazão, este ano nós deixamos de arrecadar algo acima de R$1,5 milhão. Se nós estivéssemos com esse dinheiro em mãos, hoje não estaríamos falando em atraso de salários”, conta o presidente André Cavalcante. Outra situação que não vem de hoje no Baenão são as dívidas trabalhistas. O Leão, nos últimos anos, teve que pagar quantias significativas para vários ex-jogadores. “Entre os patrocínios, que são todos repassados para a Justiça do Trabalho, assim também como os 30% da renda líquida, que sobra para o clube? O Remo já pagou esse ano algo em torno de R$2 milhões. Somando os custos de renda e premiações, teríamos cerca de R$3 milhões conosco. Não só as folhas estariam em dia, como também faríamos investimento no clube”, disse o presidente. |
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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