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ESPORTE PARÁ

Craque, goleador e do lar!

Em campo, todos já viram que o atacante Edno tem feito muito bem o seu papel. Com passes e gols, o atacante azulino tem sido o principal nome da equipe neste Campeonato Brasileiro da Série C. Com cinco filhos, sendo um adotivo, além da cachorrinha Bibi,

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Em campo, todos já viram que o atacante Edno tem feito muito bem o seu papel. Com passes e gols, o atacante azulino tem sido o principal nome da equipe neste Campeonato Brasileiro da Série C.

Com cinco filhos, sendo um adotivo, além da cachorrinha Bibi, o atacante azulino tem em sua família um dos pontos fortes para o sucesso dentro de campo. Porém, neste dia dos pais, resolvemos ver como é o Edno, pai, esposo e, algumas vezes, dono de casa.

Quem pode responder melhor sobre todas estas características do camisa 9 do Leão é Fabiana Cunha, a esposa do Edno. Ela conta que o marido é sempre muito atencioso com toda a família e, mesmo longe durante as viagens da equipe, ele não deixa de falar com eles.

“Ele sempre se preocupa com a gente, liga, conversa. Cuida de nós, vê a nossa segurança. É um bom marido. E ele também é muito organizado com as coisas da casa. Eu digo que nesse caso, ele é a mulher e eu o homem”, brinca Fabiana.

Com o tempo corrido de um jogador de futebol, com viagens, treinos e jogos, sempre que dá tempo, eles procuram ficar juntos. “Como o trabalho ocupa muito a parte do lazer, sempre que ele tem uma folga, nós procuramos passear. A gente vai ao shopping, ao parque. Os nossos passeios também são as viagens por onde ele joga. Mas a gente é bem caseiro, vamos à igreja também, fazemos trabalhos voluntários por lá. É o que costumamos fazer”, explicou a esposa de Edno.

Segundo um dos filhos de Edno, Marcos Vinícius, de 15 anos, o pai se faz presente sempre que possível no dia a dia. “A gente costuma jogar bola muito pouco, por conta dos treinamentos, que são muito puxados e ele chega cansado. Mas sempre que dá a gente sai, passeia, vai ao cinema, ele leva a gente na escola. Mas normalmente isso ocorre quando a gente viaja, porque é tudo muito corrido aqui. Mesmo assim, ele dá um jeito de estar com a gente sempre”, encerrou o garoto.

(Foto: Marcelo Lelis)

Longe dos olhos, perto do coração

O Dia dos Pais é comemorado no segundo domingo de agosto. Para os jogadores de futebol, é uma data complicada, principalmente porque eles, normalmente, estão jogando. Fica pior ainda quando tem uma viagem. No caso de Edno, este ano será mais uma vez longe da família. Como o jogo do Remo foi ontem à tarde, o Leão deve desembarcar na noite de hoje, se não chegar no início da madrugada de amanhã. Então ele dificilmente conseguirá comemorar a data no mesmo dia.

O camisa 9 azulino conta que a maioria dos Dias dos Pais dele são como o de hoje, longe da família. “Vou voltar tarde deste jogo. Mas o que importa é que todos estamos sempre juntos aqui. Eu acho que Dia dos Pais é todo o dia. Assim como todo o dia é Dia das mães. Porque os pais sempre estão lutando pelo bem dos seus filhos, pela família. Queria passar com eles, mas na segunda-feira, meu Dia dos pais vai ser comemorado com eles”, contou.

Edno já é pai, mas ainda continua sendo filho, por isso, ele também vai desejar os parabéns ao pai dele. “Vou ligar para o meu pai, que também vai estar longe. Como eu não vou estar do lado dele, também vou lembrar dele. Porque ele é meu pai, ele me criou, me ensinou muitas coisa e se hoje eu estou no futebol é por causa dele também”, encerrou o atacante remista.

Além do sangue: laços de amor na vida do atacante azulino

O atacante Edno viveu um momento de muita emoção este ano. Na vitória do Clube do Remo sobre o Fortaleza-CE, por 2 a 0, o jogador marcou o segundo gol azulino e dedicou ao avô de sua esposa, o seu Machado, a quem considerava como um pai. Além disso, Edno cria um garoto em sua casa, para que ele tenha mais oportunidades no futuro.

O atacante remista conta também que o menino tem pai e mãe, mas que eles decidiram criá-lo para ajudar o garoto e também porque gostam muito de crianças. “A gente vai cuidar dele, dar todo o suporte até ele crescer, se formar, e então ele vai voltar para a família dele e ficar com o pai e mãe dele”, explica.

Edno ressalta que a relação dele com seus outros filhos é muito boa, apesar de ocorrerem alguns problemas de vez em quando. “Ele está integrado à nossa família, vivemos muito bem. Ele brinca com os nossos filhos, mas às vezes aí tem os entraves deles, que é normal da idade. Mas damos todo o apoio para que ele cresça bem. O mundo está muito ruim, com crianças passando dificuldades. E temos que ajudar o próximo sempre que possível e vamos ajudar este menino”, destacou.

Já sobre o seu Machado, infelizmente, ele faleceu, mas Edno lembra bons momentos que teve com ele. “Era uma pessoa maravilhosa. Tínhamos uma boa relação, foi ele quem praticamente criou a minha esposa. E sempre me tratou bem. Infelizmente o perdemos. Sentimos muito, a gente sente até hoje. O nosso final de ano vai ser diferente, porque ele não estará lá. Ele foi tipo um sargentão, que nos ensinou muita coisa. Mas vida que segue, a família continua unida. E ele está em um lugar melhor”, encerrou.

(Foto: Marcelo Lelis)

Edno pode ter herdeiro nos gramados

Sempre que um jogador de futebol tem um filho, logo começam as especulações sobre o futuro do menino nos campos. Com Edno e Marcos Vinícius não é diferente. O garoto de 15 anos sonha em seguir a carreira do pai, mas também não descarta outro caminho, o das Forças Armadas.

Vinícius conta que ser filho de um jogador de futebol é muito legal e tem algumas vantagens. “Na escola, sempre tem gente que vem conversar comigo para saber como ele é, essas coisas. Mas assim, quando a gente vai jogar bola, na maioria das vezes, eu sou logo escolhido porque sou filho do Edno”, conta. Questionado sobre o time que torce, o garoto foi direto. “Eu torço para o Figueirense-SC, né? Mas claro que com o meu pai no Remo, todos torcemos para o Remo agora. Então, agora eu sou Figueirense e Remo”, declarou Vinícius.

Quando dá tempo, ele bate uma bola com o pai, sonhando um dia seguir a mesma carreira dele, mas se não der certo, ele já tem um plano B. “Eu penso em ser jogador de futebol, mas também penso em ser militar. Tenho essas opções”, afirma o menino.

Edno ressalta que deixa todos à vontade para tomar a decisão. “Independente da profissão que eles vão seguir, eu quero que eles estudem. A gente sabe que está tudo muito difícil hoje. Então, eles precisam ter uma boa educação e estudar bastante. Estudar ajuda a falar melhor, a se expressar, e isso é muito importante”, disse Edno.

(Café Pinheiro / Diário do Pará)

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