Até mesmo às vésperas da partida mais importante dos últimos anos para o Clube do Remo, um dos maiores problemas ainda é a desunião entre os membros do alto escalão remista. Com muito disse-me-disse nos bastidores, a atual gestão tenta blindar os jogadores para que isso não interfira no desempenho na partida da noite deste domingo, contra o América-RN, no estádio Mangueirão, pela última rodada da primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro.
Segundo o diretor de futebol Dirson Medeiros, “o maior problema do Remo é a fofoca que tem aqui dentro do clube, querendo desestabilizar”. “Disseram que o Edno ia atravessar, que estamos com as contas bloqueadas. A gente tenta parar com isso, mas toda hora é uma fofoca nova”, disparou o dirigente, que não citou nenhum nome.
Dirson ressaltou que essa desunião pode atrapalhar os projetos do acesso. “O incrível é que tem gente de dentro do clube fazendo essas fofocas. Estamos em um momento decisivo, o mais importante dos últimos anos, e todos deveriam se unir, apoiando os jogadores. Mas não, eles preferem estar em redes sociais, fazendo fofoquinha. E, querendo ou não, isso atrapalha muito, porque os jogadores ficam comentando isso. Fazem isso só para atrapalhar a gente”, lamentou.
Portões abertos
Com o objetivo de incentivar os jogadores, a diretoria do Remo convoca a torcida para o último treino do time, hoje, antes do jogo contra o América-RN. A partir das 9h, o Fenômeno Azul poderá acompanha a movimentação dos jogadores no Baenão. Segundo o diretor de futebol, Dirson Medeiros, a participação da torcida é fundamental. “Só vamos conseguir o acesso se a torcida abraçar o time, se empurrar. A gente espera que a torcida encha o Baenão no treino, de carinho aos jogadores e que faça o mesmo no domingo, que assim vamos conseguir todos os nossos objetivos”, convidou o dirigente.
Tsunami é lembrado na partida mais importante da temporada
O técnico Waldemar Lemos estruturou a equipe azulina que vai enfrentar o América-RN, amanhã, às 19h, no Mangueirão. Com os retornos do zagueiro Renato Justi, do meia Eduardo Ramos e do atacante Edno, o senhor Waldemar ajustou, ontem, o time para a decisão.
Porém, logo no início do treinamento Renato Justi, recém-recuperado de lesão, se chocou com o meia Flamel, sofreu um estiramento no joelho esquerdo, o mesmo que estava machucado, e virou dúvida. Além dele, o meia Marcinho, com dores musculares foi poupado, e teve de dar lugar a Hericles.
Na última movimentação, hoje, o treinador espera ter as respostas do departamento médico para saber se vai contar com Renato Justi ou não. Caso ele não entre, Tsunami deve, enfim, ganhar uma chance como titular, já que Ítalo, Henrique e Ciro Sena também estão lesionados.
Débitos
O Remo vive há alguns anos momentos muito difíceis financeiramente. Por isso, a diretoria luta para ajustar as contas, mas conta com o desempenho do elenco. “Caso a gente consiga a classificação, isso vai representar para nós colocar a nossa folha em dia”, garantiu Dirson Medeiros, diretor de futebol.
O dirigente ressaltou ainda que a crise econômica também tem afetados os cofres azulinos. “O país vem em uma grande dificuldade financeira. Mas a gente nunca fugiu das nossas responsabilidades. Porém, o nosso financeiro fez um levantamento e nós arrecadamos R$ 3 milhões a menos que na temporada passada. Se tivéssemos tudo isso, estaríamos com a folha em dia”.Dirson garante que o objetivo é colocar logo em dia o salário. “Hoje, nós devemos uma folha e meia. Só que para alguns jogadores de fora devemos só meia folha”, encerrou.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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