Faltando quatro rodadas para o final do Brasileiro da Série B, sem que o time tenha possibilidades de acesso à Série A, mas também sem a ameaça de queda à Série C de 2017, O torcedor do Paysandu já aguarda pelas mudanças que ocorrerão no elenco do clube para a próxima temporada. O plantel passará por uma grande reforma, com a maioria dos atuais atletas não tendo os seus respectivos contratos renovados. Mas, a principal expectativa da Fiel, sem dúvida, diz respeito à escolha do técnico que dirigirá a equipe a partir de janeiro do próximo ano.
A formação do novo elenco bicolor está a cargo dos cartolas que deverão comandar o departamento de futebol, entre eles Sérgio Serra, candidato único, até aqui, a sucessão de Alberto Maia, que deixa a presidência no dia 6 de dezembro, quando os associados do clube elegerão o futuro presidente. Antes mesmo de passar o bastão ao seu provável sucessor, Maia autorizou no último dia 29 de outubro, após a partida contra o Sampaio Corrêa-MA, Serra, que é seu vice, a tomar decisões relacionadas ao departamento de futebol, entre a elaboração da lista de dispensa e aquisições de atletas.
O provável novo presidente do Papão, conforme revelou ao BOLA, já vinha se reunindo com os cartolas que, junto com ele, tratarão da montagem do plantel, com vistas às competições que o Papão terá pela frente no primeiro semestre do próximo ano. Questionado sobre a quantidade de jogadores que deverão deixar o clube, Serra esquivou-se. “Ainda não fiz as contas”, alegou.
No entanto, é certo que boa parte dos atletas contratados pelo clube acabou não apresentando resultado convincente no tocante ao custo/benefício e, por esse motivo, não deve continuar vestindo a camisa bicolor. A lista, porém, só deve ser anunciada após a efetivação de Serra na presidência.
Jogadores como Jhonnatan e Emerson têm contrato até 2017 garantidos
Diferentes do técnico Dado Cavalcanti e da maioria dos demais integrantes do elenco do Paysandu, alguns jogadores que defendem o clube na Série B já têm permanência garantida no grupo que vestirá a camisa bicolor em 2017.
São atletas que possuem contratos mais longos com o clube e que não terão os seus vínculos rescindidos por terem agradado nos jogos que fizeram com a camisa da equipe, alguns deles apenas no Brasileiro, como é o caso do volante Jhonnatan, que no primeiro semestre esteve no futebol cearense.
Além do meio-campista, quem também tem contrato para o próximo ano é o goleiro Emerson, espécie de unanimidade entre os torcedores, e o atacante Bruno Veiga, este vinculado ao clube até o final de 2018.
Na lista também estão o zagueiro Pablo e o volante Rodrigo Andrade, o Pelezinho, estes jogadores revelados pelo próprio clube.
Já a situação dos jogadores Djalma e Leandro Carvalho é diferente. Os atletas não contavam com a simpatia do técnico Dado Cavalcanti e, por esse motivo, acabaram sendo emprestados a outros clubes, mas poderão retornar em 2017, caso ocorra mudança no comando do time.
Dado ainda é uma incógnita

Futuro do treinador vai ser decidido pela nova comissão de futebol bicolor (Foto: Daniel Costa/Diário do Pará)
A permanência ou não do técnico Dado Cavalcanti na Curuzu, para a temporada de 2017, ainda é uma incógnita. E assim deve continuar pelo menos até o último jogo do time na Série B, quando a futura direção bicolor já deverá dar ao menos sinal de quem será o ocupará o cargo no ano que vem.
Indagado sobre as chances de Dado ter o seu vínculo, que é apenas verbal, renovado com o Papão, o candidato à presidência bicolor, Sérgio Serra, evitou garantir algo, alegando que a questão ainda está sendo discutida pelo grupo que comandará o futebol bicolor. “Existe uma comissão formada, na qual estou incluído, e que vem debatendo várias questões do futebol do Paysandu para o futuro”, declarou Serra. “Mas isso a gente, por enquanto, prefere não dar nenhum tipo de posição, em função de o Brasileiro ainda estar em andamento, com o nosso time precisando chegar pelo menos aos 46 pontos para ratificar sua permanência na Série B”, observou.
Serra, no entanto, destacou o que ele chama de “atributos interessantes” no trabalho de Dado. “Como engenheiro que sou, gosto de números e o Dado, na função dele, de treinador, é um profissional que vai fundo nesse aspecto. Este é um dos aspectos que gosto do trabalho dele”, resumiu Serra, que disse ter tido uma aproximação maior com o trabalho do treinador durante a Série B do ano passado. “Foi quando pude observar mais de perto o trabalho dele”, revelou o candidato, mas sem dar sequer pistas sobre o que mais interessa ao torcedor, ou seja, a renovação ou não do acordo com o técnico.
Permanência do treinador na Curuzu divide a opinião dos torcedores bicolores
Elogiado por uns e criticado por outros, o técnico Dado Cavalcanti não é uma unanimidade entre os torcedores do Paysandu. “Acho que está na hora de trazer um novo técnico, pois o Dado já dá sinal de desgaste”, opinou Mário Faustino Lobato, 23 anos. “Além disso, ele não conseguiu alcançar o principal objetivo, que era o de reconduzir o time à primeira divisão”, completou o torcedor.
Um dos defensores da permanência do técnico, o bicolor Cláudio Augusto Oliveira, 47, destaca a campanha do Papão no primeiro semestre. “Acho que para a Série B faltou jogador de qualidade para que ele pudesse fazer um trabalho melhor”, argumentou o torcedor.
(Diário do Pará)
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