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ESPORTE PARÁ

Federação Paraense critica CBB após punição

A exclusão da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) de todas as competições internacionais tem repercutido no meio esportivo por todo mundo.Aparte a má fase, já há alguns anos, do basquete local, o caos administrativo surpreendeu muita gente. No Pará,

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A exclusão da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) de todas as competições internacionais tem repercutido no meio esportivo por todo mundo.
Aparte a má fase, já há alguns anos, do basquete local, o caos administrativo surpreendeu muita gente. No Pará, no entanto, a direção da Federação Paraense de Basquete atestou compreender a situação. “O basquete nacional está em situação quase que falimentar, como atestaram os números. Isso é reflexo da má administração que a entidade vem passando já há alguns anos”, comentou Marcelo Sousa, vice-presidente da FPB.

O dirigente destaca que a entidade tem adotado uma postura oposicionista à direção da CBB, na figura de Carlos Nunes. A rejeição das contas da confederação em 2014 por parte da federação é apontada como pivô para várias “retaliações”. “Por essa posição oposicionista que tomamos, a Federação Paraense não recebe nenhum material de logística, nenhuma clínica formativa ou nenhum evento. Sempre foi marginalizada por sua posição contrária e indagativa a essa gestão atual”, argumentou o dirigente.

Uma reunião marcada entre Federação Internacional de Basquete (Fiba) e a CBB, para o dia 27 de janeiro de 2017, deve definir se a punição será mantida por um período mais longo ou a situação será reavaliada.

Marcelo Sousa defende que é preciso uma mudança drástica até lá. “Na situação que a CBB se encontra, creio que as metas estipuladas pela Fiba dificilmente serão alcançadas. Precisamos de uma renovação no comando da entidade, com uma pessoa capacitada na área de gestão e que ame o nosso esporte, para recuperar a saúde financeira, além de trazer de volta a credibilidade perdida”, finalizou.

Basqueteiro lamenta retrocesso

“Em termos de basquete no Pará, creio que não deve afetar, de imediato. Nosso basquete ainda não tem espaço sequer no cenário nacional. Mas uma confederação falida não tem como fomentar o esporte nos centros menores. Aí perdemos todos”, analisou Almir Araújo, 35, torcedor da NBA e jogador de basquete amador no Pará, sobre a suspensão aplicada recentemente pela Fiba à CBB.

Almir lamenta o momento delicado, após o “choque de realidade” com as péssimas campanhas nas Olimpíadas. “É sintomático a punição vir poucos meses depois das Olimpíadas. A estrutura provavelmente já estava apodrecida. É preciso modernizar a gestão. Não digo que as federações sejam exemplo de gestão, mas com essa crise para onde nossos clubes vão crescer?”, questionou o torcedor/atleta.

MOTIVOS DA PUNIÇÃO

A Fiba suspendeu, na última segunda-feira (14), a CBB de participar de competições por não cumprir suas obrigações e precisar de uma reestruturação. A ausência dos brasileiros em competições internacionais de juniores e o cancelamento de campeonatos nacionais para a categoria no país foram alguns motivos alegados pela Fiba. As competições 3x3 de sêniors também aparecem nos problemas encontrados pela federação: além de não participar de torneios internacionais, a CBB deixou de organizar um evento do tour mundial da modalidade no Rio.

(Taion Almeida/Diário do Pará)

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