Com todos esses atrasos que estão ocorrendo nas eleições azulinas, o pleito remista pode voltar a sofrer mudanças. Uma possibilidade não descartada por Robério D’Oliveira, presidente da Assembleia Geral do Remo, foi a utilização de urnas de lona, para que o prazo de 3 de dezembro não seja perdido, a votação ocorra e o presidente do Leão seja eleito. Entretanto, à medida que os problemas estão sendo resolvidos, mais situações aparecem para serem sanadas e, enquanto isso, o clube segue parado.
Com todos esses problemas em relação a listas, senhas e prazos, a Comissão Eleitoral espera conseguir realizar as eleições a tempo. “Nós esperamos que a eleição do dia 3 de dezembro não seja prejudicada. Toda a nação azulina quer que isso se resolva, quer ter conhecimento do novo presidente, para que o planejamento de 2017 comece a ser tocado. Nós queremos que seja dia 3 de dezembro, como já está marcado. Mas tudo depende de uma consistência na lista, para fazermos uma eleição com segurança, como foi a de janeiro deste ano”, afirmou João Moscoso, membro da Comissão Eleitoral.
Para Jader Gardeline, diretor comercial do clube, a situação poderia ter sido resolvida de uma forma mais tranquila e simples. “Eu posso dizer que estou até um pouco revoltado. Quando a gente quer resolver algo, a gente senta e discute. Não fica com conversinha para um lado e para outro, a gente resolve o problema. O que está sendo deixado para trás é o Clube do Remo. Tem gente que quer aparecer na mídia e na imprensa mais que o Remo. Dizem que precisa de união. Como vai ter, se não tiver uma eleição para pacificar o clube? Quem decide o presidente é o sócio. O que não pode é ficar nessa dança de gato e rato”, encerrou o dirigente remista.
Comissão de Auditagem ainda não teve acesso a documentos
Poucas coisas estão sendo tão difíceis quanto organizar as eleições do Remo. E parece que mais problemas estão por vir para o pleito azulino, que está marcado para o dia 3 de dezembro.
Com a prorrogação do prazo para o dia 21 de novembro, para a entrega da documentação da Comissão de Auditagem, sobre a lista de aptos a votar, os bastidores voltarem a aquecer. Ao que parece, as dificuldades no acesso continuam para a Comissão de Auditagem.
A principal preocupação dos membros da Comissão Eleitoral é quanto ao prazo da eleição, já que este atraso pode influenciar na organização do pleito. “Esperamos que não influencie em nada da eleição. Mas tudo depende do acesso. Já protocolamos o documento, para que a Comissão de Auditagem possa reiniciar o trabalho, para que no dia 21 o documento seja entregue para a Comissão eleitoral e o trabalho seja tocado, no caso, o trabalho eleitoral”, afirmou João Moscoso, membro da Comissão Eleitoral.
Já o diretor comercial do Remo, Jader Gardeline, afirma que foi dado tempo suficiente para Comissão trabalhar e esse adiamento não era necessário. “Desde segunda-feira (7) estes senhores tiveram todo acesso ao banco de dados. E até quinta-feira à noite (10) eles fizeram contato. Depois, só retornaram no domingo à noite. Isso é um absurdo. E eu determinei que o analista de sistemas barre, que acabe com isso. Essa auditoria não é de competência da Assembleia Geral, nem da Comissão Eleitoral. Isso só faz atrasar os trabalhos e a gente já está com a paciência no limite com essa história”, encerrou Jader Gardeline
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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