Este ano não está sendo fácil para o Clube do Remo. Depois de ter dado a volta por cima conseguindo o acesso à Série C no fim da temporada passada, esperava-se resultados melhores. Entretanto, o ano foi complicado, principalmente na parte financeira. Atualmente, o Leão acumula dívidas com jogadores e funcionários, e vem tentando sanar estes problemas para evitar mais confusões para o futuro.
Segundo o diretor financeiro azulino, Carlos Gama, a arrecadação do clube caiu muito por conta da ausência de jogos. “Sem competição, a nossa receita cai cerca de 90%. A manutenção da sede é uma despesa alta, que é mantida em função do recebimento da mensalidade. A conta de luz chega a R$ 15 mil, por mês. A manutenção diária também é alta, temos um número alto de sócios remidos que não contribuem em nada financeiramente com o clube e fica muito difícil”, lamentou.
Gama contou ainda que as férias antecipadas do time influenciam também no pagamento do programa sócio-torcedor.
Como solucionar?
Recentemente, o jogador do sub-17, Amaury, foi vendido por R$ 300 mil, mas os processos na Justiça do Trabalho começaram a estourar, além dos salários atrasados de funcionários e os acordos com jogadores que deixaram o clube.
Carlos Gama ressalta que sem a receita dos jogos é difícil cumprir com as obrigações financeiras. “Só a arrecadação do sócio proprietário não chega a R$ 30 mil. Se não tivermos as competições, nós vamos encontrar dificuldades de saldar esses compromissos”, encerrou o diretor financeiro do Remo.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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