Desde que foi criado, em 1971, tendo o Vila Nova-MG como primeiro campeão, o Campeonato Brasileiro da Série B, que recebeu ao longo de sua histórias outras denominações, já foi disputado em 37 edições. Em 15 delas o Paysandu esteve presente, levantando os títulos de 1991 e 2001, sendo um dos sete clubes com duas conquistas. Este ano, mais uma vez, o Papão voltou a disputar a Segundona, tendo como objetivo o acesso à elite do Brasileirão, um sonho que acabou ficando pelo meio do caminho, para frustração da Fiel, que esperava ver o fim do jejum de onze anos sem disputar a elite nacional.
Faltando uma rodada para o fim da competição, que, para os bicolores, se completará na próxima sexta-feira (25), quando o time vai receber o Criciúma-SC, no estádio da Curuzu, o Papão já traça seus planos com vistas à temporada 2017, ano em que disputará, além da Série B, Parazão, Copa Verde e a Copa Sul Americana. Mais uma vez, como não poderia deixar de ser, a grande expectativa da Fiel diz respeito ao ambicionado retorno do time à Série A, competição de maior visibilidade no calendário do futebol brasileiro.
Mas, para chegar lá, o Papão, na opinião de alguns torcedores ouvidos pelo BOLA, precisa evitar alguns erros, que, segundo eles, fizeram com que o retorno à elite não se concretizasse este ano.
O principal equívoco, apontam os entrevistados, diz respeito a contratação de jogadores, que precisa ser, ainda na recomendação dos torcedores, mais seletiva. Outras sugestões feitas pelos entrevistados são para a aquisição de um técnico com perfil de Série A e um melhor aproveitamento dos jogadores da base do clube, que nas últimas temporadas tiveram pouco espaço, sobretudo durante o Brasileiro.
FIEL REPROVA A MAIORIA DOS 71 CONTRATADOS
O sentimento de frustração tomou conta da torcida do Paysandu diante de tantos tropeços de seu time na Série B, resultados que acabaram por levar o Papão a sair da briga pelo acesso à elite do Brasileiro. Como de costume, não faltam justificativas por parte dos insatisfeitos para que o time tivesse ficado pelo meio do caminho em sua luta para voltar à Série A. Alguns torcedores ouvidos pelo BOLA apontaram, em sua maioria, as contratações feitas pelo clube como determinantes para o resultado final da participação do time na Segundona. “A diretoria contratou muito, gastou muito e não conseguiu montar um time à altura da Série B”, acusou Cordovil Linhares Souza, 23 anos. “Foram 71 jogadores em dois anos, mas, com muita boa vontade, no máximo 25 tinham condições de jogar pelo Paysandu”, prosseguiu.
A mesma crítica é feita pelo bicolor Paulo Albuquerque Santana, 48 anos. “Trouxeram muita gente, mas a maioria de baixo valor técnico”, resumiu.
Já segundo Paulo Augusto Santana Moraes, 63 anos, o clube deve prestigiar mais o jogador local, que, segundo ele, “tem uma identificação maior”. Ele cita como exemplo o volante Rodrigo Andrade. “Um jogador barato, que nada ficou devendo aos que vieram de fora, e que pode dar lucro ao clube no futuro”, analisou.
NÚMEROS
15 vezes - É o número de participações do Paysandu na Série B, a contar com a atual. Confira todas as colocações dos bicolores nas 14 edições concluídas:
1971 - 14º lugar
1980 - 10º lugar
1983 - 14º lugar
1989 - 34º lugar
1991 - 1º lugar
1996 - 21º lugar
1997 - 11º lugar
1998 - 8º lugar
1999 - 19º lugar
2000 - 4º lugar
2001 - 1º lugar
2006 - 17º lugar
2013 - 18º lugar
2015 - 7º lugar
DISPUTA EQUILIBRADA
2 conquistas - Além do Paysandu, que ergue a taça da Série B em duas ocasiões, em 1991 e 2001, outras seis equipes também colecionam um bicampeonato da segunda divisão do futebol nacional:
Paraná-PR - 1992 e 2000
Sport Recife-PE - 1987 e 1990
Guarani-SP - 1981 e 1987
Palmeiras-SP - 2003 e 2013
Goiás-GO - 1999 e 2012
Coritiba-PR 2007 e 2010
2005 - Foi o ano da última vez em que o Papão disputou a Série A do Brasileiro. Após conquistar o título da Segundona em 2001, os bicolores passaram apenas quatro anos seguidos na elite.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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