A torcida azulina sempre mostrou a sua força tanto nas arquibancadas, quanto fora delas. Na Série C de 2005, o Leão teve a maior média de público de todas as divisões do Campeonato Brasileiro, por exemplo. Agora, os torcedores mostram o seu amor pelo clube, trabalhando para recuperá-lo, com uma organização e credibilidade que impõe respeito em qualquer dirigente. Prova disso é o grupo de torcedores que, este ano, já organizou o projeto Bandeirão e vem agora trabalhando no “Encontro de Leões”, que ocorrerá no dia 11 de dezembro, um domingo.
O evento é realizado somente por torcedores e tem como objetivo ajudar nas obras do Baenão. Este projeto não terá a participação de dirigentes remistas. Além disso, o dinheiro arrecadado pela torcida não será repassado para a nova direção, que assumirá após as eleições do dia 3 de dezembro, mas, sim, será administrado pelos organizadores do projeto, que contratarão os serviços possíveis com o valor arrecadado nas bilheterias.
Para o atual presidente do Remo e candidato à reeleição, André Cavalcante, essa forma de organização da torcida é bastante louvável. “O maior patrimônio que o Remo tem, sem dúvida, é a sua torcida, são as pessoas que deixam as suas coisas em segundo plano para viver o Clube do Remo. Quem só tem a ganhar é o Remo, seja pela questão financeira imediata ou por mais uma marca que vamos deixar no Brasil”, afirmou o presidente.
Já Manoel Ribeiro, atual presidente do Conselho Deliberativo e candidato à presidência do Remo, também enxerga com muita satisfação toda esta mobilização. “É no torcedor do Remo que tem a vida do clube. Se não tivéssemos a nossa torcida, nós não estaríamos disputando todos esses campeonatos. Tudo o que a gente está fazendo é sempre baseado que teremos esse apoio da torcida do Remo. Eles sempre estão prontos a ajudar”, encerrou Ribeiro.
RELAÇÃO
DESGASTE É NORMAL NO FUTEBOL
Apesar de toda a mobilização dos azulinos em prol das ações criadas pelos próprios torcedores, como é o caso do Encontro de Leões, não se vê isso quando os projetos são idealizados por dirigentes do Clube do Remo. O desgaste e, principalmente, a falta de credibilidade, afetam a difícil relação entre torcedor e diretoria. De acordo com Manoel Ribeiro, é preciso que a diretoria se una à torcida.
“Se estiverem juntos, o crédito é muito maior. Mas se a diretoria estiver dissociada da torcida, não tem quem aguente, porque vai cada um para o seu lado. Há um desgaste, mas se houver esse distanciamento entre diretoria e torcida, o descrédito maior é da diretoria”, afirmou o presidente do Condel. Já André Cavalcante, acha natural os problemas entre torcida e diretoria. “Isso ocorre em todo lugar. Até Barcelona e Real Madrid têm isso. Porque o gestor precisa ter algumas medidas que são impopulares, aí ocorre este desgaste.
Conforme o clube for avançando, administrativamente, isso tende a amenizar e depois voltar. Acho que isso fazer parte da relação comum entre dirigentes e torcedores”, encerrou.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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