Com uma lista de 71 jogadores contratados entre o ano passado e a atual temporada, a maioria deles sem dar o retorno esperado, a nova diretoria do Paysandu, capitaneada pelo presidente eleito, Sérgio Serra, pretende ser o mais seletiva possível na aquisição dos jogadores que completarão o elenco do clube para 2017.
De acordo com Serra, que foi vice-presidente por dois mandatos seguidos, de Vandick Lima e Alberto Maia, a direção bicolor tem procurado ser rigorosa para tentar diminuir a margem de erros nos negócios.
Sérgio Serra explicou, antes de ser eleito à presidência bicolor, que todos os atletas pretendidos pelo clube estão tendo suas carreiras bem analisadas. “O erro tem um preço alto, por isso estamos, a todo custo, tentando errar o menos possível”, garantiu.
O dirigente ressaltou, porém, que nem sempre as contratações conseguem dar o retorno pretendido, embora alguns jogadores sejam procurados pelo futebol que apresentam em outras equipes. “O problema é que, como todo mundo sabe, o futebol não é uma ciência exata”, argumentou.
O futuro presidente também contou que as contratações do Papão, que já chegam a seis atletas, incluídos os jogadores cedidos pela Desportiva, foram feitas após muita análise na Curuzu. “Estamos observando e debatendo muito. Temos conversado bastante com o treinador (Marcelo Chamusca) e o Alexandre Faria (executivo do clube) justamente para que os erros não sejam tão grandes”, reforçou Serra.
O dirigente tem dedicado boa parte de seu tempo, mesmo não tendo ainda assumido de direito a presidência, a questões relacionadas ao futebol do clube. “Estou o tempo todo tratando dessa questão, discutindo, ouvindo opiniões e dando a minha também”, garantiu.
Clube fixa um orçamento para 2017
Candidato mais votado para compor o novo Conselho Fiscal do Paysandu, no pleito da última terça-feira (6), o ex-vice-presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), José Ângelo Miranda não acredita que o órgão ao qual fará parte terá tanto trabalho durante a sua gestão. “Até em função da maneira como o clube vem sendo conduzido, com bastante profissionalismo, acredito que será muito tranquilo desempenhar essa função”, justificou o dirigente de 66 anos.
Ele ressaltou também que a fixação de um orçamento para os gastos do clube deve facilitar ainda mais o trabalho do órgão fiscalizador. “O lançamento deste orçamento, que será adotado pela primeira vez, nos dá a confiança de que, mais uma vez, o Paysandu sai na frente”, disse, sem revelar, no entanto, os valores dos gastos que foram fixados pela nova direção.
Apesar da previsão animadora, José Ângelo salienta que a fiscalização estará atenta aos gastos da nova gestão bicolor, que terá Sérgio Serra como presidente. “Até pelo fato de os balancetes terem de ser quadrimestralmente apresentados ao Conselho Deliberativo, para que tenha a sua aprovação prévia durante o ano”, encerrou o novo presidente do Conselho Fiscal do Paysandu.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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