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ESPORTE PARÁ

Equipes de Handebol festejam procura pelo esporte

Com dez títulos paraenses em sua galeria, o time de handebol feminino do Paysandu tem atletas que há muitos anos se dedicam ao esporte. No clube bicolor, o comando é da técnica Davina Gadelha, que há 28 anos se apaixonou pela modalidade. Há 14, ela invest

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Com dez títulos paraenses em sua galeria, o time de handebol feminino do Paysandu tem atletas que há muitos anos se dedicam ao esporte. No clube bicolor, o comando é da técnica Davina Gadelha, que há 28 anos se apaixonou pela modalidade. Há 14, ela investe tempo, dedicação e sonhos no Papão.

O trabalho realizado em grupo ganhou muito mais força nos últimos dias com a presença das meninas da Seleção Brasileira de handebol, que disputaram, em Belém, o Torneio das Quatro Nações.

Segundo a treinadora bicolor, as partidas disputadas pelas brasileiras no ginásio Mangueirinho deixaram um legado ao esporte local, que passou a ganhar ainda mais admiradores. “A vinda da seleção para Belém influenciou em muitas coisas. Só essa semana, mais de 15 pessoas já me procuram para treinar no Paysandu, porque a presença delas nos deu espaço na mídia, o que gerou mais interesse das pessoas pela prática da modalidade, até porque elas são atletas de alto nível, campeãs mundiais, o que é um atrativo muito grande”, destacou Davina Gadelha.

Atualmente, as condições de prática do esporte no Pará só são convidativas para quem tem o investimento e apoio. De acordo com a técnica do time masculino do Paysandu, Emanuelle Fernandes, o handebol já foi muito praticado no passado, com jogos de lotar os ginásios do Estado, mas com a reestruturação nas aulas de Educação Física das escolas publicas, poucas pessoas se interessam atualmente por esse esporte. “Antigamente o handebol era potência dentro das escolas, porque os professores de Educação Física treinavam os alunos para as competições, o que hoje em dia não existe mais, porque ele só recebe mesmo para dar aquela aula básica de educação física”, lamentou.

Emanuelle lembrou ainda que os investimentos têm surgido das escolas particulares que dão bolsas de estudos para quem quer ser atleta. “A bolsa de estudos nas escolas particulares é um grande atrativo. E de lá têm saído grandes times”, ressaltou.

Jogadores lamentam a falta de apoio, mas elogiam o público interesses

No Clube do Remo, a procura pelo handebol também tem crescido a cada dia, desde a recente passagem da Seleção Brasileira por Belém. “O legado que esse torneio nos deixou é de que nós temos um produto muito bom. Temos um Campeonato Paraense que vai de abril a dezembro, e temos equipes no Estado que são tão boas que chegam a jogar a nível nacional”, destacou o técnico remista, Mell Corrêa, que vai realizar uma seletiva ainda este mês para garimpar novos atletas para a equipe.

O treinador lembrou ainda que hoje no Pará nenhuma outra modalidade olímpica coletiva chegou tão longe. “Só o handebol esteve na Liga Nacional, então o nível das equipes do Nosso estado cresceu muito, só o que falta é apoio financeiro”, lamentou.

O time de Mell é o primeiro de handebol da história do Remo. De acordo com o técnico, ainda na década de 1960 um time foi formado para competir em dois jogos, mas não permaneceu.

Além do legado de mostrar um esporte com grandes talentos, o Torneio das Quatro Nações também reforçou que a modalidade tem um público forte. As equipes paraenses garantem que o que falta para que os ginásios lotem nos estaduais é organização. “A perspectiva de público no Torneio era de que a gente colocasse cinco mil pessoas a cada dia, e isso dobrou. No primeiro dia foram sete mil, no segundo mais de dez mil e no sábado lotou tanto que só a Polícia Militar contabilizou mais de 12 mil pessoas. Os jogos são dinâmicos, e hoje no Brasil a modalidade que mais cresce, perdendo apenas para o futebol de campo, é o handebol”, finalizou.

Currículo

Emanuelle iniciou o esporte aos 14 anos. Hoje, aos 40, é capitã do time feminino do Paysandu e se destaca como técnica do time masculino adulto e de toda a base bicolor

Pará

3 campeonatos

São jogados no Estado: Paraense de handebol, Liga Norte e Copa Cametá.Rogério Moraes, de Abaetetuba está na Seleção Brasileira; Marcus Vinícius, de Tailândia, está na Seleção de juniores; Geandra Rodrigues fez parte da Seleção juvenil. Rafael Conceição, Anderson Wallace e o goleiro Anderson Braga tentam chegar à Seleção Brasileira.

(Kézia Carvalho/Diário do Pará)

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