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ESPORTE PARÁ

Remo começa preparação com vitória

O local era o mesmo Mangueirão de tantas festas nos domingos à tarde ao longo de 2016, mas o público nem de longe lembrava o que o “Fenômeno Azul” costuma proporcionar. Às 16h, com as arquibancadas quase vazias, o Remo de Josué Teixeira fazia sua primeira

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O local era o mesmo Mangueirão de tantas festas nos domingos à tarde ao longo de 2016, mas o público nem de longe lembrava o que o “Fenômeno Azul” costuma proporcionar. Às 16h, com as arquibancadas quase vazias, o Remo de Josué Teixeira fazia sua primeira apresentação contra o campeão da Segundinha, o Pinheirense. O Leão venceu por 3 a 1 de virada, em jogo de baixo nível técnico e muita movimentação das duas equipes, que devem tirar a partida para fazer a avaliação dos elencos para o Parazão 2017.

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No primeiro tempo, o Remo encontrou muitas dificuldades de articulação. Com pouco entrosamento, o time recuou demais, o que acabou comprometendo o futebol de jogadores como Jaquinha e Léo Rosa, habituados a jogar como alas e atuaram de forma mais defensiva. Aproveitando-se do recuo azulino, o Pinheirense ocupou o campo de defesa do adversário e abriu o placar com Alexandre, aos 10 minutos, completando cruzamento de Cleidyr.

O gol parece ter mexido com os brios do Remo, que passou a pressionar mais no ataque e exigiu intervenção do goleiro Evandro Gigante na cabeçada de Edicleber, aos 25, e no chute de Sílvio, aos 41. Aos 27, Edicleber chegou a invadir a área e tocar na saída de Evandro, com Magrão salvando embaixo da trave. Aos 45, Jayme foi derrubado na grande área e o árbitro marcou pênalti. Fininho empatou o jogo.

No segundo tempo, as dinâmicas se inverteram. O Pinheirense recuou e o Remo, melhor posicionado, passou a pressionar. Após cabecear pra fora, e obrigar Evandro a fazer grande defesa, Tsunami virou o jogo aos 19, após cobrança de escanteio de Flamel. Aos 31, após cobrança de escanteio e confusão na área, Jeferson aproveitou o bate-rebate e chutou sem chances para a defesa, fechando o marcador.

Com mais tempo, time azulino pode ‘dar liga’

O primeiro tempo do amistoso deixou claro que Josué Teixeira escalou a equipe que podia e não a que planeja. Os atletas que disputaram a Segundinha pelo Castanhal, à exceção de João Victor, lesionado, foram aproveitados. A linha de defesa com Léo Rosa, Igor João, Tsunami e Jaquinha era a mesma do Japiim. Apesar da falha da zaga no gol de Alexandre, a defesa azulina foi o setor mais regular ao longo do jogo. Do meio pra frente, a distância entre os setores comprometeu o futebol de alguns atletas, como Jayme e Edicleber, que mantinham boa forma física e ritmo de jogo, mas careciam de alternativas para tabelar e fazer jogadas, bem como Silvio, isolado como centroavante. Reposicionados, Edicleber e Sílvio fizeram boa atuação após o intervalo.

Estreantes e vindos da equipe campeã sub-20, Alan Marley e Gabriel Lima tiveram participação apenas discreta. A boa surpresa ficou para Fininho, atuando como volante. O jogador se adaptou bem à função, chegando a descer até a zaga para recompor a defesa em alguns lances. Enquanto esteve em campo, deu qualidade à saída de jogo e sinalizou que pode ser útil ao time.

Novatos mostram muita disposição na estreia

Na segunda etapa, com o início da chuva e rotação do elenco promovida pelo técnico Josué Teixeira, o jogo se tornou mais pegado e corrido. Técnica e entrosamento ficaram de lado e a disposição deu o tom em campo. Alguns dos novatos conseguiram se destacar mesmo assim. O meia Rodrigo, formado na base do Remo em 2013, mostrou que os anos de Corinthians lhe fizeram bem. Mais forte e ágil, o jogador mostrou uma movimentação muito boa e apareceu muitas vezes como apoiador em meio aos atacantes. Pouquíssimo cotada a dupla Abeny e Jeferson, vindos das divisões de base da Tuna Luso, também surpreenderam positivamente. Sem estranhar a camisa ou os adversários mais experientes, partiram para o jogo com a disposição de veteranos. Jeferson, no terceiro gol, mostrou segurança ao dominar a bola espirrada, cortar um zagueiro e chutar longe do alcance do goleiro Evandro. Xodó da torcida, Val Barreto não pôde apresentar seu melhor futebol.

Ainda carecendo de ritmo e melhor preparo físico, o Valotelli não apareceu para finalizar, mas com seu porte físico passou a atuar como centroavante e abriu espaço para movimentação dos colegas de ataque. Além de animar a torcida azulina. “É uma felicidade grande voltar a essa casa onde fomos muito felizes e contar com o carinho do torcedor. É um trabalho que ainda está começando e tenho certeza que vai crescer muito com o entrosamento. Valeu a vitória e a festa”, comentou Val.

(Taion Almeida/Diário do Pará)

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