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ESPORTE PARÁ

Clube bicolor está de olho nas finanças

Tendo quatro competições oficiais em 2017, o Paysandu terá cronograma financeiro diferenciado para os dois semestres da temporada. No primeiro, quando o time disputará o Parazão e a Copa Verde, competições de baixa visibilidade, os gastos com o futebol do

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Tendo quatro competições oficiais em 2017, o Paysandu terá cronograma financeiro diferenciado para os dois semestres da temporada. No primeiro, quando o time disputará o Parazão e a Copa Verde, competições de baixa visibilidade, os gastos com o futebol do clube serão inferiores ao segundo, no qual o Papão terá pela frente a Copa do Brasil e o Brasileiro da Série B. O Nacional é encarado pela direção bicolor como a “cereja do bolo”, com o investimento na montagem do elenco devendo ser à altura do campeonato, que terá a participação inédita do Internacional-RS, principal atração da disputa.

Os investimentos diferenciados, como admitem os cartolas bicolores, fará com que o clube mantenha a tradição de montar elencos distintos para as duas fases da temporada. “O ideal seria ter um grupo só para o ano todo, mas alguns fatores não permitem isso”, admitiu o presidente eleito Sérgio Serra, em entrevista concedida ao Bola, ainda durante a campanha à eleição do clube. “Alguns jogadores preferem disputar, no primeiro semestre, campeonatos com maior interesse da mídia. Além disso, tem a questão financeira”, argumentou Serra.

Para o primeiro semestre a projeção financeira bicolor já está traçada, com o investimento do clube não devendo ultrapassar os R$ 600 mil. O valor, conforme explicou Serra, na última quinta-feira, se destina exclusivamente ao pagamento de salários do elenco. “Incluindo comissão técnica e jogadores”, detalhou. O dirigente promete levar a soma fixada ao pé da letra a fim de evitar embaraços com o Conselho Fiscal do clube. “Por isso precisamos ser bem seletivos nas contratações”, salientou.

Serra evitou adiantar em quanto por cento o valor da folha do grupo será onerado do primeiro para o segundo semestre. “Esse valor estará condicionado ao que a gente vai viver no primeiro período do ano”, justificou. “Muita coisa terá de ser levada em conta, como, por exemplo, o aproveitamento da quantidade dos atletas do primeiro semestre do ano”, justificou.

Números

R$ 600 mil

Orçamento para o pagamento de salários do elenco para o primeiro semestre.

E mais...contratempo

A decisão do governo do estado de romper a parceria que vinha dando suporte ao Campeonato Paraense preocupa o presidente Sérgio Serra. Na visão do dirigente, o rompimento do convênio poderá afetar o planejamento do Paysandu não só para o primeiro período de 2017, mas até mesmo ao que será adotado nos últimos seis meses. “O Paysandu terá de viajar para jogos em Marabá, Santarém, Cametá e Tucuruí, tudo por nossa conta e isso não estava previsto”, observou. “Uma situação que terá de ser levada em conta para a sequência da temporada”, avisou.

Escolhas a dedo

Serra torce para que as contratações para a disputa do Parazão e Copa Verde, no primeiro semestre, sejam certeiras. Isso, conforme ele ressaltou, evitará que o Papão seja obrigado a fazer investimento vultoso para a disputa da Copa BR e da Série B. “Se o time engrenar, como a gente costuma falar, as contratações poderão ser mínimas, fazendo com que a gente possa compensar as despesas que vamos ter no Estadual e que não estavam previstas”, apontou.

Diretoria voltou suas atenções ao mercado local

A diferença entre os investimentos do Paysandu para os dois semestres de 2017 já pode ser percebida pelo torcedor na montagem que vem sendo feita do elenco para as disputas do Parazão e da Copa Verde. O clube tem sido cauteloso na importação de atletas de outros centros. Dos nove nomes anunciados pelo clube, cinco são de fora e os quatro restantes foram pinçados de outras equipes locais. A informação da nova diretoria bicolor dá conta de que, em princípio, apenas mais dois atletas, que virão de outras praças, serão contratados – um lateral-direito e o atacante -, ambos em negociações.

Os novos atletas se juntarão aos 13 remanescentes desta temporada, que tiveram seus contratos renovados ou em vigor até o final do ano que vem. A permanência desses jogadores permitiu ao clube manter uma espinha dorsal da equipe, evitando a importação de profissionais, que, naturalmente, demanda maiores gastos. Para o segundo semestre, a tendência é que as importações sejam em maior número, o que representará maiores despesas. Mas, como lembrou o presidente eleito Sérgio Serra, tudo vai depender do desempenho do time nas competições iniciais do ano.

Recursos

O Paysandu deve arrecadar, em princípio, algo em torno de R$ 7.4 milhões, entre patrocínios e cotas de participação em competições em 2017. O valor será robustecido pelas arrecadações do time em seus jogos nas quatro competições que irá disputar. O montante, portanto, poderá chegar a mais de R$ 10 milhões, levando em conta que alguns dos contratos de publicidade deverão sofrer reajustes, como o firmado com a Caixa, principal anunciante do clube, que vinha pagando R$ 150 mil mensais para ter sua logomarca nas camisas da equipe.

O valor poderá chegar a R$ 250 mil em contrato de um ano, totalizando R$ 3 milhões. Este ano, a principal fonte de receita do Papão foi a venda de material esportivo da marca Lobo, que atingiu a soma de R$ 700 mil, mensais. Até mesmo o projeto Sócio Bicolor, até então, “menina dos olhos” dos dirigentes, foi deixado para trás com a implantação da produção de material feita pelo próprio clube.

(Nildo Lima/Diário do Pará)

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