O Paragominas tem escrito uma história que alia, desde o princípio, bons resultados em campo com dificuldades financeiras fora das quatro linhas. Sem poder fazer grandes investimentos, o Jacaré mais uma vez vem para o Parazão 2017 apostando no entrosamento de um elenco acostumado a jogar junto, com vários atletas veteranos.
No início da preparação do grupo, na última terça-feira (3), na Arena Verde, o presidente Charles Guerreiro apresentou à torcida o técnico Cacaio, velho conhecido do público do município, e um elenco de atletas rodados. Os laterais Magno e Rondinelli e o zagueiro Cristovam são os com maior rodagem vestindo a camisa verde, remanescentes do título da Segundinha em 2012 e do vice-campeonato paraense no ano seguinte.
Do restante do elenco apenas o centroavante Clébson Monga, ex-Gavião e Águia de Marabá, nunca defendeu o time. Charles Guerreiro afirma que há uma relação de confiança entre o clube e seus atletas. “Trouxemos um treinador de bagagem e ele veio conosco na parceria, para trabalhar sabendo das dificuldades. A cada ano está sendo mais difícil participar. Mas nós abraçamos, junto com a diretoria, para trabalhar e, se Deus quiser, botar o PFC na Série D”, projetou o mandatário do PFC.
DIFICULDADES
O presidente do Paragominas também comentou sobre a possibilidade do clube perder parte das cotas de patrocínio para ajudar no custeio da logística do campeonato. “Sem chances. Se isso acontecer, o Paragominas não tem condições de colocar nem R$ 5 mil nem R$ 10 mil para logística. Dependemos muito dessas cotas de patrocínio. Se tivermos que tirar R$ 30 a R$ 40 mil dessas cotas para pagar o transporte, não vamos ter condições de disputar. Vamos aguardar a segunda reunião na federação para ver o que vamos fazer”, analisou Charles Guerreiro
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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