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ESPORTE PARÁ

Águia de Marabá precisa se reinventar

Após uma década de grandes campanhas, o Águia de Marabá encara um 2017 sem competições no segundo semestre e com dificuldades financeiras crônicas. João Galvão, eterno comandante do time, terá a missão de reinventar seu time para essa temporada. Confira a

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Após uma década de grandes campanhas, o Águia de Marabá encara um 2017 sem competições no segundo semestre e com dificuldades financeiras crônicas. João Galvão, eterno comandante do time, terá a missão de reinventar seu time para essa temporada. Confira a seguir a entrevista do treinador ao Bola.

Após tantas dificuldades para confirmar a participação no Parazão, como tem sido a montagem do elenco desse ano? Há muita diferença em relação aos últimos anos?

É uma situação difícil que o time vive, mas procuramos fazer o trabalho da melhor maneira possível. O nosso time eu digo que é um time simples, mas competitivo para brigar e chegar longe nas competições que vamos disputar. Estamos aproveitando em massa as divisões de base e os jogadores locais.

Está dando pra manter alguma espinha dorsal no elenco?

Dos que jogaram a última Série D, poucos atletas ficaram. Dos que foram titulares, temos apenas o Maicky Douglas, o Bernardo e o Edinaldo. Mas o grupo tem mais alguns remanescentes. O Wando defendeu o clube em várias ocasiões. Alguns jogadores jovens como Erick, Thiago Mandi e Robert, também já estão acostumados a defender o clube. Não foi a espinha dorsal, mas nós dizemos que formamos um elenco com o “RG do Águia”.

Durante as eleições, circulou nas redes sociais uma mensagem falando que, pela falta de apoio em Marabá, o Águia talvez passasse a mandar seus jogos, ou até se mudasse, para outros municípios. Essa informação procede, houve esse pensamento?

Se houve esse pensamento não partiu da direção, de forma alguma. O Águia já mandou jogos em outras cidades em outros anos, como Parauapebas e Jacundá, e podemos mandar alguns jogos em outros municípios, mas mudar o clube de sede é algo que nunca nem cogitamos. O Águia faz parte da identidade da região, não pode mudar.

Os comentários sobre as dificuldades financeiras do clube antes das eleições causaram comoção nas redes sociais. O apoio da comunidade marabaense aumentou após o apelo?

Sim, graças a Deus sim! Ainda há muitas dificuldades, mas temos recebido a visita e apoio de deputados, vereadores e até mesmo juízes do trabalho aqui de Marabá. Há a comoção porque o clube se tornou um patrimônio marabaense. Hoje em dia nós somos não só uma das três maiores forças do Pará, mas da região Norte. Fomos superados apenas esse ano pelo Remo após 9 anos na frente deles no Ranking da CBF! São resultados que dão projeção à cidade e à região, não se pode deixar que tudo acabe.

Após vários anos tentando organizar uma divisão de base, o Águia conseguiu, em 2016, montar uma equipe sub-20 e fez ótima campanha no Parazão, conquistando o terceiro lugar. Você acompanhou esse projeto?

Sim, acompanhei bem de perto. Sempre que possível assistia aos coletivos e conversava com os atletas e o técnico antes dos jogos. Deu pra ver ali que tínhamos muitos jogadores de potencial como o Ricardinho, Felipinho, Guga e o Eric, que treinava conosco e participou da competição quando o Brasileiro acabou. O Felipinho em especial é um jogador que eu acredito que é bom ficar de olho, tem tudo para estourar.

Mesmo sem divisões de base o Águia ficou famoso por revelar jogadores, como o Aleílson, que começou já adulto...

Sim, revelamos o Aleílson, assim como revelamos o Victor Ferraz, hoje no Santos, e o Keno, que praticamente começou aqui também. Antes trazíamos algumas apostas de outros centros, agora vamos procurar apostar nos atletas locais.

O projeto das divisões de base continua nos próximos anos?

É difícil manter, tem muitos custos, mas vamos brigar o máximo possível para que o time continue disputando nos próximos anos.

Muitos clubes têm feito peneiradas para encontrar jogadores para o Parazão, o Águia realizou ou pretende realizar alguma?

Não, peneirada não. O que fizemos foi uma peneirada para o time sub-20 lá atrás. Pretendo fazer mais umas avaliações com os jogadores da equipe sub-20 para ver se temos mais alguns em condições de jogar no profissional.

Em Belém, a torcida do Paysandu tem discutido se é interessante disputar a Copa Verde, já que a premiação agora é apenas entrar numa fase avançada da Copa do Brasil. Para o Águia imagino que seja muito interessante. Está entre as metas do ano brigar na competição?

Sem dúvida! Ainda não temos muitas informações do nosso adversário, que é o São Raimundo de Roraima, mas vamos acionar nossos contatos em breve para saber mais. Apesar das dificuldades o plano é brigar para avançar e decidir, por que não?

(Taion Ameida/Diário do Pará)

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