Com propostas de montagem diferentes, Águia de Marabá e São Raimundo se encontram no Zinho Oliveira, hoje, pela estreia do Campeonato Paraense, em jogo que tem “gosto de clássico”. Após viverem seus auges em períodos muito próximos – o Águia de Marabá entre 2008 e 2010, e o São Raimundo em 2009 –, o ano de 2012 separou a história dos clubes de maneira radical. O Pantera santareno ficaria alguns anos relegado ao ostracismo enquanto o Azulão se estabeleceu como a terceira, às vezes segunda, força do futebol do estado. Hoje, quando as equipes se reencontrarem, a realidade é inversa. O Pantera tem três competições para disputar na temporada e o Azulão, nenhuma no 2º semestre.
Apesar do momento melhor do clube, o técnico Lecheva é o primeiro a condenar qualquer favoritismo do alvinegro. “O Águia é muito forte em casa, é preciso respeitar. Poucos times vão até lá e voltam com a vitória”, comenta o técnico que, no último coletivo, preservou o time que vinha jogando nos amistosos e treinos durante a pré-temporada. O recém-contratado meia Alexandre deve seguir como opção no banco de reservas, bem como o habilidoso atacante Bilau.
Já o Águia de Marabá, com muitas dificuldades no campo financeiro, compôs um time com poucos remanescentes em relação à última temporada. Descobridor de talentos, João Galvão aposta em jogadores da terra, como Tiago Mandi e Eric, bem como em jovens das divisões de base, como o habilidoso Felipinho. A dúvida fica no ataque, se o time começa com Bruno, ex-Tuna, ou Cleozinho.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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