plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
ESPORTE PARÁ

Josué Teixeira: o médico e o monstro às avessas

“Constitui uma maldição do gênero humano que esses dois elementos (o bem e o mal) estejam tão estreitamente ligados; que no âmago torturado da consciência, continuem a digladiar-se”. Essa é a essência de “O médico e o monstro”, obra fundamental da literat

twitter Google News

“Constitui uma maldição do gênero humano que esses dois elementos (o bem e o mal) estejam tão estreitamente ligados; que no âmago torturado da consciência, continuem a digladiar-se”. Essa é a essência de “O médico e o monstro”, obra fundamental da literatura de horror, escrita por Robert Louis Stevenson: a batalha diária entre a luz e as trevas que habitam em cada um de nós. O Dr. Jekyll, protagonista dessa história, ao tentar entender melhor os sentimentos e contradições humanas, acaba criando uma poção que libera uma fúria primitiva e passa a ser guiado, então, apenas pelos seus instintos – tornando-se o Mr. Hyde. Um caso de dupla personalidade que, ao que parece, também acomete o Clube do Remo neste início de temporada.

Explico. Desde os amistosos preparatórios a tendência tem sido esta: uma alternância entre vitórias com direito a chuva de gols (contra Ponta de Pedras, Castanhal, Independente e Cametá) e resultados decepcionantes (derrota para o mesmo Castanhal e empate com o Pinheirense). Em seus melhores momentos, o Leão toma a forma de uma máquina impiedosa, passando por cima dos adversários de forma incontestável. Mas, de uma hora para a outra, sem explicação, esquece o futebol em casa e entra em campo sonolento, sem vontade. Como se a poção tivesse perdido o efeito e o Mr. Hyde voltasse a dormir, sob um manto civilizado que, dentro das quatro linhas, é inadmissível para a torcida.

Essa oscilação tem preocupado e irritado os azulinos, que esperam que o técnico Josué Teixeira encontre o mais rápido possível um ponto de equilíbrio para o time. Afinal, é a sua responsabilidade. Ele é quem assume aqui o papel central, de tentar unir o cientificismo expresso pela medicina do Dr. Jekyll – travestido de um sistema de jogo adequado para o Leão – e, ao mesmo tempo, fazer com que os jogadores se entreguem de corpo e alma em busca do sucesso, com uma raça que tem a feição grotesca – mas para o futebol extremamente eficiente – de Mr. Hyde. “Não adianta achar que está tudo ruim quando empata um jogo, como foi contra o Pinheirense; e que está tudo perfeito quando a gente ganha de cinco. É tudo um processo de evolução”, explica Josué.

Realmente ainda é muito cedo para avaliações permanentes. O zagueiro Henrique, um dos mais experientes do grupo, também segue nessa linha. “Quando a gente fala de início de competição, é um pouco natural esse tipo de oscilação. Algumas partidas boas, outras nem tanto. Mas temos que buscar o mais rápido possível esse entrosamento”, afirma. O problema é que a história ensina. E quem leu “O médico e o monstro” sabe que, a partir de certo ponto, o Dr. Jekyll perde o controle que tinha sobre as aparições de Mr. Hyde. É isso que causa temor na torcida azulina, mas ao contrário: o medo é de que o Leão penda para o outro lado, não o selvagem, que ruge e assusta os adversários; mas fique para sempre como um animal adormecido. Na dúvida, o melhor é soltar a fera...

(Carlos Eduardo Vilaça com a colaboração de Café Pinheiro/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Esporte Pará

    Leia mais notícias de Esporte Pará. Clique aqui!