Há cerca de dois ou três anos, o nome Rodrigo Andrade, quando falado na Curuzu, chamava atenção de pouca gente. Hoje em dia, poucos torcedores não sabem quem é o atleta. E a grande maioria parece convicta de que o jogador merece um espaço no time titular bicolor. Com 19 anos, Andrade substituiu o lesionado Augusto Recife no jogo contra o Castanhal e foi fundamental na vitória bicolor ao dinamizar o meio de campo. No duelo contra o Independente, foi um dos destaques positivos numa partida bastante apática do time alviceleste.
Às vésperas de um Re-Pa, muitos torcedores defendem que ele siga no time mesmo com a recuperação de Augusto Recife. “Ano passado, com um time mais limitado, ele jogou e foi decisivo na Copa Verde. Acho que ele não vai sentir se permanecer no time não”, comenta o torcedor bicolor Alessandro Costa. Rodrigo Andrade marcou o segundo gol bicolor na vitória por 4x2 do segundo Re-Pa da semifinal da Copa Verde 2016. O atleta, por sinal, marcou seus dois únicos gols como profissional na competição – o primeiro deles justo na sua primeira partida, contra o Fast-AM, quando entrou nos 15 minutos finais e marcou o terceiro gol.
Com as muitas lesões do elenco bicolor no primeiro semestre do ano passado, Rodrigo teve a chance de jogar e ser titular em muitos jogos. Na Série B, as oportunidades diminuíram, mas o atleta manteve médias impressionantes na competição: 92% de passes certos e 27 desarmes o tornaram um dos principais nomes no setor. O futebol chamou a atenção de outros clubes e levou o Papão a renovar seu contrato com uma pesada multa rescisória.
ORIGEM CRUZMALTINA
Rodrigo começou sua carreira na base da Tuna Luso, onde ajudou a levar o time ao vice-campeonato da categoria sub-17 em 2013. Foi levado para a Curuzu pelo ex-diretor Carlos Alberto Mancha, em 2014.
QUASE TRANSFERÊNCIA
Após disputar a Copa São paulo de Futebol Júnior 2014 pelo Paysandu, Rodrigo quase foi negociado com o Internacional de Porto Alegre. Olheiros mantinham interesse nele desde o ano anterior. Apesar das conversações com o clube gáucho, a saída não se concretizou.
MAIS QUE UM VOLANTE
A qualidade de passe e organização de jogo de Rodrigo Andrade são atípicos para volantes. Durante muito tempo, nas bases cruzmaltina e bicolor, o atleta atuou como meia. O bom desempenho lhe rendeu o apelido “Pelezinho”.

(Taiona Almeida/Diário do Pará)
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